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As mentiras contadas pela mulher que se passou por uma criança por meses

Mulher foi presa em Santa Catarina após se passar por uma criança de 12 anos e ser adotada por uma família

Mulher foi presa em Santa Catarina após se passar por uma criança de 12 anos e ser adotada por uma família Reprodução/Internet
As mentiras contadas pela mulher que se passou por uma criança por um 1 ano
Redação Entretenimento clock 03/06/2026 17:12
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Um caso que chamou a atenção das autoridades em Santa Catarina revelou uma história marcada por engano, confiança e convivência familiar. Uma mulher de 37 anos foi presa após ser acusada de se passar por uma criança de 12 anos durante mais de um ano, período em que foi acolhida por uma família que acreditava estar ajudando uma menor em situação de vulnerabilidade.

 

De acordo com as investigações, a suspeita utilizava o nome “Gabriele” e contava uma história comovente para justificar sua presença na cidade. Ela afirmava ter fugido do Pará depois de sofrer maus-tratos dentro de casa, relato que sensibilizou membros de uma igreja local e motivou uma rede de apoio formada por fiéis da comunidade.

 

Com o tempo, o vínculo entre a mulher e uma das famílias da congregação se fortaleceu. O casal passou a recebê-la em casa, oferecendo moradia, assistência médica, medicamentos e cuidados diários, acreditando estar amparando uma adolescente sem suporte familiar.

 

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A relação tornou-se tão próxima que os responsáveis chegaram a celebrar o suposto aniversário de 12 anos da jovem com uma festa organizada especialmente para ela. Além disso, demonstraram interesse em iniciar um processo formal de adoção.

 

Segundo a polícia, a investigada teria construído uma versão detalhada para explicar características físicas incompatíveis com a idade que alegava possuir. Entre as justificativas apresentadas, dizia ser diagnosticada com autismo e outras condições de saúde, além de afirmar que experiências traumáticas na infância teriam afetado seu desenvolvimento.

 

As apurações também indicam que ela adotava comportamentos infantis para sustentar a identidade falsa. Entre os hábitos relatados estão o uso de mamadeiras, chupetas e objetos de apego na hora de dormir. Os investigadores afirmam ainda que ela costumava alterar o tom da voz para parecer mais jovem, simulava episódios de ansiedade durante a madrugada e buscava constantemente atenção e acolhimento dos responsáveis.

 

Outro fator que contribuiu para a manutenção da farsa foi a ausência de qualquer documento de identificação. Sempre que surgiam questionamentos relacionados à sua situação escolar, a mulher apresentava uma justificativa semelhante: dizia que frequentar uma escola poderia expor seu paradeiro a um suposto pai agressor, de quem estaria escondida para preservar sua segurança. 

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