Raphinha demite o próprio pai após esposa notar sumiço de milhões de reais
A influenciadora foi alvo de ação do MP e da Polícia Civil de São Paulo; Justiça determinou bloqueio de R$ 27 milhões e apreensões em imóveis ligados à advogada
Reprodução Instagram
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra voltou a ser alvo da Justiça nesta quinta-feira (21/5), após ser presa durante uma ofensiva do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A nova fase da investigação integra a Operação Vérnix, derivada de apurações iniciadas em 2019 depois da descoberta de anotações apreendidas na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. O caso foi divulgado pela colunista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.
Conforme apontam os investigadores, uma empresa de transporte de cargas teria sido usada como fachada para movimentar recursos ligados à facção criminosa. A suspeita é de que cifras milionárias eram distribuídas por meio de contas bancárias de terceiros e empresas conectadas aos investigados.
Relatórios financeiros analisados pelo Ministério Público identificaram movimentações consideradas atípicas em contas pessoais e empresariais associadas a Deolane. Segundo a investigação, entre 2018 e 2021 a influenciadora teria recebido depósitos fragmentados - prática conhecida como "smurfing" - utilizada para dificultar o rastreamento das operações bancárias.
Os investigadores também afirmam que a advogada mantinha relações comerciais e pessoais com pessoas apontadas como responsáveis pela administração financeira do esquema. Em um dos celulares apreendidos, a polícia encontrou imagens de depósitos destinados a contas relacionadas à influenciadora.
Outro nome citado no inquérito é o de Everton de Souza, conhecido como Player, apontado pelas autoridades como um dos responsáveis por coordenar movimentações financeiras da organização criminosa. Ele também acabou detido durante a operação.
A Justiça ainda determinou o bloqueio de R$ 27 milhões atribuídos a Deolane. De acordo com os investigadores, os valores teriam origem incompatível com a documentação apresentada até o momento.
Mandados de busca e apreensão também foram executados em imóveis vinculados à influenciadora, incluindo sua residência localizada em Barueri, na região metropolitana de São Paulo.
Antes da ação policial, Deolane estava em Roma, na Itália, onde permaneceu por algumas semanas. O nome dela chegou a integrar a lista de Difusão Vermelha da Interpol, mas ela retornou ao Brasil na quarta-feira (20/5).
Histórico de investigações
Essa não é a primeira vez que a influenciadora enfrenta problemas judiciais. Em setembro do ano passado, Deolane foi presa durante a Operação Integration, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco, que investigava lavagem de dinheiro e jogos ilegais ligados a plataformas de apostas.
Na época, o foco das autoridades estava em movimentações financeiras milionárias e na exposição de patrimônio considerada incompatível com a renda declarada.
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