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Deolane Bezerra é alvo da PF em operação contra lavagem de R$ 1,6 bilhão

Advogada e influenciadora é investigada por movimentações financeiras suspeitas envolvendo artistas e plataformas digitais

influenciadora em foto reprodução Instagram
Operação da PF coloca Deolane Bezerra no centro de esquema de lavagem de dinheiro
Redação Entretenimento clock 20/04/2026 13:46
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Polícia Federal em São Paulo colocou no radar a advogada e influenciadora Deolane Bezerra Santos, investigada por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro que envolveria nomes do funk e das redes sociais. De acordo com as apurações, a movimentação financeira do grupo pode ter alcançado pelo menos R$ 1,6 bilhão.

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No centro do inquérito está uma suposta organização criminosa que, segundo os investigadores, utilizava o meio artístico e plataformas digitais para disfarçar a origem de recursos vindos de apostas ilegais, rifas clandestinas e até do tráfico de drogas.

Como parte da ofensiva, realizada na quarta-feira (15), foram presos os funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além dos influenciadores Chrys Dias e Raphael Sousa, responsável pela página Choquei.

Relatórios de inteligência apontam que a conta bancária ligada à advogada funcionaria como uma espécie de "conta de passagem", mecanismo em que valores entram e saem rapidamente, dificultando o rastreamento pelas autoridades. Até o momento, a defesa de Deolane não havia sido encontrada para comentar o caso.

No que diz respeito às transações financeiras, a PF identificou que, entre 14 de maio e 30 de junho do ano passado, a conta atribuída à influenciadora movimentou cerca de R$ 5,3 milhões.

Dentro desse intervalo, ela teria recebido R$ 430 mil de uma produtora vinculada a MC Ryan SP e transferido R$ 1,16 milhão ao Instituto Projeto Neymar Jr., além de realizar pagamentos superiores a R$ 1,1 milhão para a empresa Sul Import Veículos.

Para os investigadores, a transferência oriunda da produtora de MC Ryan não apresenta justificativa comercial clara, o que reforça a hipótese de conexão financeira entre os envolvidos. "Há indícios de que esta transação configure uma evidência material do vínculo financeiro direto entre os dois investigados, demonstrando que o fluxo de caixa da produtora de Ryan, suspeita de misturar receitas de shows com recursos de apostas e rifas, irriga também as contas de aliados estratégicos que enfrentam investigações similares por lavagem de dinheiro e associação criminosa", aponta um trecho do relatório da PF.

O documento também relembra que Deolane já havia sido presa em setembro de 2024, em Recife, no âmbito de outra investigação conduzida pela Polícia Civil sobre lavagem de dinheiro relacionada a apostas online e empresas de fachada.

Batizada de Operação Narco Fluxo, a ação busca desmantelar um grupo suspeito de lavar mais de R$ 1,6 bilhão.

A operação é considerada um desdobramento de investigações anteriores, como Narco Vela e Narco Bet, que já apuravam o uso de estruturas empresariais e apostas para ocultar recursos oriundos do tráfico internacional de drogas.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que a organização tenha ligação com o envio de mais de três toneladas de cocaína para fora do país.

Ao todo, cerca de 200 agentes federais participaram da operação, cumprindo 33 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em oito estados, além do Distrito Federal. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados.
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