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Algumas das musas da escola contam o que precisaram abrir mão para viver o desfile do Salgueiro no Grupo Especial do Carnaval do Rio
Reprodução Instagram
Brilho, samba no pé e emoção marcam a passagem das musas do Salgueiro pela Marquês de Sapucaí. Mas, por trás dos 80 minutos de desfile que encantam o público, existe uma rotina intensa de abdicações. Em conversa com algumas das representantes da escola, elas contaram ao Gshow o que precisaram deixar de lado para viver a experiência do Carnaval de 2026.
Mesmo com o glamour das fantasias e a força do samba, a preparação cobra seu preço - físico, emocional e pessoal. Cada musa viveu esse processo de forma única.
Bruna Griphao
"Meu sono. O que mais abri mão foi do meu descanso. Aconteceram muitas coisas ao mesmo tempo: estava gravando série, ensaiando peça e o Carnaval. Muitas coisas. Abri mão disso, mas no momento, a paixão está tão alta que não sinto o cansaço". Conciliar trabalhos artísticos com os compromissos do samba exigiu resistência. Ainda assim, a energia da Avenida falou mais alto.
Lívia Andrade
"Abri mão de muita coisa. Abrimos mão de coisas para ter outras e vamos equilibrando a vida. Mas chega um momento que... Essa sensação, essa liberdade, essa vontade, ela toma conta e o Carnaval representa muito isso pra mim. A liberdade, a vontade, a força, a vibração. Deixei alguns pesos pra trás para viver essa fase de liberdade feliz". Para Lívia, o Carnaval simboliza uma fase de entrega e libertação, em que escolhas difíceis dão espaço a uma vivência intensa e transformadora.
Amanda Omin
"Da minha família. A gente abdica muito de momentos de qualidade com a família para se dedicar 100% à escola. Na minha criação, tudo tem que ser 100% bem feito, então eles entendem que é um sonho, uma oportunidade que venho trilhando há muitos anos e eles me abraçam. Sempre que podem me acompanham, mas não conseguem sempre por conta do trabalho. Mas temos que abrir mão de uma coisa para ganhar lá na frente e me entendem". A saudade de casa é constante, mas o apoio familiar faz toda a diferença para seguir firme no propósito.
Cintia Dicker
"Foi 100% a atenção com a Aurora. Ela falava: 'você vai aonde, mamãe?' E respondia que ia pro Salgueiro. Ela acordava e perguntava se naquele dia vou pro Salgueiro. Colocava um salto alto e falava que ia pro Salgueiro e dizia, 'você tem 3 anos.' O que mais sinto é deixá-la em casa, porque quando estou, a coloco para dormir e quando venho, a babá coloca. Que bom que tenho essa ajuda. Foi o preço que paguei, mas tudo bem, está tudo certo, ela entende que é trabalho. Ela vê os vídeos e fotos, me elogia, e tá zerado o game". A maternidade trouxe desafios extras, equilibrados com carinho, diálogo e compreensão dentro de casa.
Bruna Esquenta
"Sempre fui muito aberta à me dedicar ao samba, e abro mão de coisas externas para estar no Salgueiro. Então não abri mão de muitas coisas, só me dedico mais como musa do que como passista". A dedicação ao pavilhão falou mais alto, redefinindo prioridades dentro do próprio universo do samba.
Mulher Melão
"Abri mão de tudo! Esqueci do meu lado artístico para botar as minhas musas sempre de frente, priorizando elas aparecerem. Elas estarem em destaque na mídia. Porque é um time que queria que o Brasil ficasse apaixonado assim como estou, e consegui esse objetivo". Como líder, ela escolheu sair dos holofotes para fortalecer o coletivo - e viu o resultado ganhar projeção nacional.
Entre renúncias, disciplina e paixão, as musas mostram que o Carnaval vai muito além do espetáculo: é entrega total, corpo e alma, em nome do samba.
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