reprodução Instagram Goleiro Bruno confirma ligação de facção criminosa na morte de Eliza Samudio
Redação Entretenimento
13/02/2026 08:27
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Durante a conversa, o ex-atleta negou ter sido o mandante, mas reconheceu que falhou ao não agir. "Chegou a um ponto que eu não tinha mais diálogo com a Eliza. Quem tomava conta das minhas coisas era o Macarrão. Ele que resolvia tudo para mim", declarou, sugerindo que pessoas próximas assumiam decisões importantes naquele período.
Ao relembrar o julgamento, Bruno destacou um trecho do próprio depoimento para sustentar sua versão. "A situação que aconteceu, eu até falei no meu júri quando o juiz me perguntou: 'Você mandou fazer isso?'. Eu falo 'Não'. 'Mas você sabia?'. Eu sabia, mas eu não mandei", afirmou. Segundo ele, o maior erro foi ter conhecimento do que poderia acontecer e não ter interferido.
O ex-goleiro também rebateu a imagem de vilão absoluto que, segundo ele, se consolidou ao longo dos anos. "Eu fui omisso. O meu erro na situação foi ter sido omisso. Isso faz de mim uma pessoa inocente? Não. Eu nunca falei que eu sou inocente, mas eu também não sou o demônio da parada", disse, reconhecendo responsabilidade moral, mas negando autoria direta.
Em outro trecho, voltou a mencionar a suposta participação de um grupo criminoso, ampliando o contexto do caso. "Eu tive que segurar um problema muito grande, porque a situação envolve facção. Envolve pessoas que vão além do que vocês imaginam", declarou. "Eu já falei para quem eu tinha que falar, e eu já falei para quem eu devia uma satisfação."
Além das explicações públicas, Bruno demonstrou preocupação com o filho, Bruninho, e afirmou que espera ter a chance de conversar diretamente com ele sobre o passado. "Espero que, no momento oportuno, ele me dê uma oportunidade para mim falar com ele o que eu tenho que falar. É ele que precisa saber desse esclarecimento. Só ele, mais ninguém", concluiu.
A entrevista marca mais uma tentativa do ex-jogador de apresentar sua versão sobre um dos episódios mais controversos do noticiário policial brasileiro, reforçando que admite omissão, mas nega ter ordenado o crime.