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Eliza Samudio citou goleiro Bruno em último vídeo antes de morrer

Modelo e atriz foi brutalmente assassinada em 2010; goleiro foi condenado a 22 anos de prisão

Modelo e atriz foi brutalmente assassinada em 2010; goleiro foi condenado a 22 anos de prisão Reprodução/Instagram
Eliza Samudio cita o goleiro Bruno em último vídeo antes de morrer; veja
Redação Entretenimento clock 16/01/2026 15:53
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O caso envolvendo o ex-goleiro Bruno Fernandes e a modelo Eliza Samudio permanece como um dos crimes mais chocantes da história recente do Brasil.

 

Ocorrido em 2010, o episódio reuniu fatores como fama, violência, desaparecimento e um longo processo judicial que acompanhou o país por anos, gerando forte comoção e debates sociais profundos.

 

 

Antes de desaparecer, Eliza gravou um vídeo em que mencionava diretamente Bruno e demonstrava temor por sua própria vida.

 

 

Questionada se poderia estar mentindo sobre as acusações de ameaças, a gravidez e a possibilidade de receber uma ligação do então goleiro, ela foi categórica.

 

Disse que não atenderia qualquer contato e que, caso ele insistisse, procuraria a polícia. Segundo ela, não esperava nada dele além de justiça, deixando claro que se sentia em risco.

 

 

Eliza mantinha com Bruno um relacionamento marcado por conflitos constantes. Na época, o atleta defendia o Flamengo, e a modelo afirmava que ele era o pai de seu filho, o que deu início a uma disputa judicial pelo reconhecimento da paternidade.

 

A situação teria evoluído para ameaças e episódios de violência. Em junho daquele ano, Eliza viajou para Minas Gerais e, após esse deslocamento, nunca mais foi vista.

 

 

As investigações apontaram que a modelo foi assassinada a mando do jogador, com a participação de amigos e pessoas próximas. Mesmo sem a localização do corpo, a polícia reuniu depoimentos, contradições e provas que sustentaram as acusações de homicídio, sequestro e ocultação de cadáver.

 

O inquérito revelou detalhes considerados extremamente violentos, incluindo tentativas de encobrir o crime e o envolvimento direto de terceiros.

 

 

Em 2013, Bruno foi condenado a mais de 22 anos de prisão pelo assassinato de Eliza Samudio, além de penas relacionadas ao sequestro do filho do casal.

 

O julgamento reacendeu discussões nacionais sobre violência contra a mulher, abuso de poder, machismo e a responsabilização de figuras públicas perante a Justiça.

 

 

A gravação feita por Eliza antes de sua morte ganhou papel central no processo. No vídeo, registrado em outubro de 2009, ela afirmava que qualquer coisa que lhe acontecesse seria responsabilidade do goleiro.

 

Na ocasião, relatou uma agressão sofrida na noite anterior e contou que foi chamada por Bruno para uma conversa, na qual ele teria pressionado para que ela abortasse o filho.

 

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Segundo o relato, ao entrar no carro do atleta, Eliza foi ameaçada de morte. Ela afirmou que Bruno disse não saber se a mataria e que, caso ela procurasse a polícia ou qualquer autoridade, ele faria mal a ela, à família e às amigas.

 

No veículo estariam ainda Macarrão, posteriormente condenado a 15 anos de prisão, e um homem conhecido como Russo, que, de acordo com Eliza, estaria armado. Ela contou que o goleiro teria apontado a arma para sua cabeça e lhe dado bofetões no rosto.

 

 

Ainda no vídeo, Eliza disse acreditar que Bruno estava sob efeito de drogas e álcool, descrevendo-o como uma pessoa instável e perigosa. Ao final do depoimento, expressou apenas um desejo: que ele fosse preso.

 

A gravação foi exibida durante o julgamento do ex-goleiro e, segundo o promotor Henry Vasconcelos, antecipava tanto a morte da modelo quanto a ocultação de seu corpo.

 

Condenado em março de 2013 a 22 anos e três meses de prisão, Bruno cumpre hoje sua pena em liberdade e atualmente atua pelo Capixaba Sport Club, que disputou o Campeonato Capixaba de 2026.

 

O caso, no entanto, segue como um marco trágico na história do país e um símbolo da luta contra a violência de gênero. 

 

 

 

 

 

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