reprodução Instagram Goleiro Bruno: Ministério Público pede cancelamento do livramento condicional
Redação Entretenimento
06/02/2026 09:51
A situação jurídica do
ex-goleiro Bruno Fernandes voltou ao centro das atenções após uma nova iniciativa do Ministério Público do Rio de Janeiro. O
órgão pediu à Justiça a revogação do livramento condicional concedido ao ex-atleta, que cumpre pena de 23 anos e um mês de prisão pelo
assassinato de Eliza Samudio e por outros delitos ligados ao mesmo processo. A informação foi revelada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal "O Globo".
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Segundo o requerimento apresentado pelo MP, o benefício autorizado em janeiro de 2023 não teria sido formalizado conforme prevê a Lei de Execução Penal. Isso porque Bruno não foi localizado nos endereços informados para realizar a assinatura do termo obrigatório, etapa indispensável para que o livramento condicional tenha validade legal. A Promotoria destaca ainda que a falha só teria sido comunicada oficialmente em janeiro de 2026, mais de três anos depois da concessão.
Diante das inconsistências apontadas, o Ministério Público sustenta que o livramento não se concretizou do ponto de vista jurídico. Por esse motivo, pede a anulação da decisão e uma nova análise do cumprimento da pena, levantando a possibilidade de descumprimento das regras do regime semiaberto. O órgão também solicitou que o processo passe a tramitar em caráter prioritário.
A repercussão do caso aumentou nos últimos dias após Bruno ser visto no Maracanã, onde acompanhou uma partida do Flamengo pelo Campeonato Brasileiro. Com mais de 320 mil seguidores nas redes sociais, o ex-goleiro publicou uma foto no estádio e escreveu: "Que saudade eu estava desse lugar".
O que diz a defesa
Em resposta encaminhada à Vara de Execuções Penais, os advogados de Bruno contestaram o entendimento do Ministério Público e classificaram o relatório como "completamente errado". De acordo com a defesa, a única obrigação imposta pela Justiça para a manutenção do livramento condicional seria a assinatura trimestral em local previamente determinado, exigência que, segundo eles, vem sendo cumprida regularmente. Os representantes legais também afirmam que o ex-atleta já teria completado três quartos da pena estabelecida.