reprodução TV Globo BBB 26: Aline Campos faz relato forte e revela ter sido vítima de violência sexual duas vezes
Redação Entretenimento
17/01/2026 08:00
Atenção: a matéria a seguir contém relatos sensíveis de agressão e abuso sexual e pode provocar gatilhos relacionados a estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Caso você seja vítima desse tipo de violência, ou conheça alguém que esteja passando ou já tenha passado por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue 180.
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Na tarde da última terça-feira (13),
Aline Campos compartilhou um depoimento delicado com as colegas de
confinamento no Big Brother Brasil 26. Em um momento de fragilidade, a dançarina contou que foi vítima de violência sexual em duas ocasiões distintas. Segundo ela, o primeiro episódio ocorreu após sua bebida ter sido adulterada com a substância conhecida como "boa noite, Cinderela". Aline mencionou ainda um segundo caso, sobre o qual preferiu não entrar em detalhes.
Durante a
conversa com as mulheres da casa, a participante relembrou a experiência e explicou sua relação com o termo usado para descrevê-la. A bailarina afirmou que não costuma dizer a palavra "estupro", embora reconheça que foi exatamente isso que viveu. Ela descreveu com precisão a sensação provocada pela substância ingerida, relatando um estado de semiconsciência, em que alternava momentos de sono e despertar, sem forças para se mover.
Ao detalhar a vivência, Aline expôs a impotência sentida naquele momento. "Toda hora você levanta, vê o que tá acontecendo, tanto que vi o que estava acontecendo e eu voltava a dormir. Não conseguia, você fica sem força e aí você dorme de novo", desabafou.
Questionada pelas colegas, a dançarina contou que o episódio aconteceu antes do nascimento do filho. Ela revelou ainda que só tornou a história pública anos depois, por considerar importante alertar outras mulheres. À época, no entanto, não registrou denúncia. "Eu era uma menina. Não falei para minha mãe, não falei para ninguém", afirmou.
Segundo Aline, o impacto psicológico foi tão profundo que, por muito tempo, ela mesma duvidou do que havia acontecido. Em alguns momentos, chegou a preferir acreditar que nada tinha ocorrido, classificando a situação como algo difícil de assimilar. "Eu prefiro esquecer que isso aconteceu. Porque é uma situação tão surreal. Você se sente culpada, você sente tudo", relatou.
Ao refletir sobre o tema, a participante destacou que, atualmente, as mulheres encontram mais espaço para falar e serem acolhidas, algo que, segundo ela, não existia no passado. Aline ressaltou que, por estar consumindo bebida alcoólica no dia do ocorrido, acreditava que seria julgada. Ela também contou que conseguiu elaborar o trauma com acompanhamento profissional. "Curei na terapia", declarou.
Presente na conversa, Solange Couto, confinada no reality desde a última segunda-feira (12/1), também fez um relato pessoal. A atriz contou que foi vítima de violência sexual e que, por meio da terapia, conseguiu acessar e compreender memórias de abusos sofridos quando tinha apenas três anos. Ao final do diálogo, as participantes reforçaram a importância do apoio psicológico no processo de enfrentamento e cura.