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Richthofen, Nardoni, Cravinhos e outros criminosos lucraram com 'Tremembé'?

A série do Amazon Prime Video se tornou um fenômeno de audiência, mas especialistas afirmam que criminosos retratados dificilmente recebem qualquer remuneração

série 'Tremembé' Divulgação/Prime Video
A série 'Tremembé' dramatiza a rotina de criminosos famosos, como Suzane von Richthofen, Alexandre Nardoni e os irmãos Cravinhos, na penitenciária paulista
Redação Entretenimento clock 12/11/2025 11:10
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nova série Tremembé, lançada em 31 de outubro no Amazon Prime Video, rapidamente se transformou em fenômeno no streaming. Mas será que os criminosos retratados na produção receberam algum tipo de pagamento? Confira a seguir.

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Segundo Gabriel Vaquer, colunista da Folha de S.Paulo, a produção alcançou a melhor estreia nacional da plataforma desde 2016, superando inclusive títulos consagrados como "Cangaço Novo". Embora os números exatos não tenham sido divulgados oficialmente, estima-se que a audiência da série tenha ultrapassado qualquer lançamento original anterior no Brasil.

 

O impacto da série foi sentido nos bastidores: atores, produtores e profissionais da Amazon Brasil foram informados sobre o sucesso e, nos corredores da empresa, comenta-se que a base de assinantes da plataforma cresceu mais de 50% desde a estreia - o maior aumento registrado em 2025 até o momento.

 

 

 

A trama e seus personagens

 

Ambientada na penitenciária de Tremembé, localizada no interior de São Paulo e conhecida por abrigar criminosos de grande notoriedade, a série dramatiza o cotidiano de figuras como Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga, DanielCristian Cravinhos, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, misturando fatos reais e liberdade artística para criar a narrativa.

 

Criminosos ganharam dinheiro?

 

A questão sobre possível remuneração gerou debates. Em entrevista à Exame, Fernando Canutto, especialista em propriedade intelectual e sócio do Godke Advogados, esclareceu: "Como a série possui fins jornalísticos, assemelhando-se a um documentário, é incomum que produções como essa efetuem pagamento aos indivíduos envolvidos. São criminosos condenados, e, como mencionado, a história é de amplo conhecimento, sendo que, por norma, somente quem firma um contrato recebe remuneração."

 

Do ponto de vista legal, não há impedimentos. A legislação brasileira permite a criação de séries documentais ou dramatizadas sobre crimes notórios, desde que as informações sejam públicas e o conteúdo respeite os limites da liberdade de expressão.

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