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De Maníaco do Parque a Chico Picadinho: relembre crimes macabros no Brasil

Pedrinho Matador, homem que se tornou um dos serial killers mais conhecidos do Brasil, voltou a ser assunto nas mídias

montagem de fotos Reprodução/Youtube/Brasil Urgente
Crimes que chocaram o Brasil: de Maníaco do Parque a Chico Picadinho
Redação Entretenimento clock 05/11/2025 12:41
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No domingo (5), o país voltou a ouvir o nome de Pedro Rodrigues Filho, o temido Pedrinho Matador. O homem que se tornou um dos serial killers mais conhecidos do Brasil foi morto a tiros e, em seguida, decapitado com uma faca de cozinha em Mogi das Cruzes–SP. A cena violenta encerra a trajetória de um criminoso cuja vida foi marcada pela brutalidade desde os primeiros anos.

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A fama de Pedro Rodrigues começou a se consolidar nos anos 1980, quando ele foi condenado a quase 300 anos de prisão por uma série de homicídios e outros delitos, incluindo roubos e agressões. O Código Penal brasileiro, no entanto, determina o cumprimento máximo de 40 anos de reclusão, independentemente da soma das penas aplicadas.
 
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Embora a Justiça tenha reconhecido oficialmente 71 assassinatos, o próprio Pedrinho afirmava ter matado mais de cem pessoas ao longo da vida. Sua ficha criminal se tornou uma das mais extensas do sistema penitenciário nacional, tornando-o uma figura emblemática da violência no país.

A infância de Pedro foi marcada por abusos e traumas. Aos 9 anos, fugiu de casa para escapar das agressões do pai contra a mãe. Ainda na pré-adolescência, por volta dos 11 anos, teria cometido os primeiros assassinatos - executando com uma arma de fogo um traficante, além do irmão e do cunhado da vítima. "Não acreditaram em mim, um menino magro, que mal conseguia segurar a automática", relatou anos depois em uma entrevista.

Segundo relatos, o primeiro crime teria ocorrido ainda antes disso, quando empurrou um primo distante em um moedor de cana durante uma briga. Na juventude, já vivia de assaltos nas regiões leste e central de São Paulo, hospedando-se em pensões baratas nos arredores do Parque Dom Pedro II.

O termo serial killer, segundo o portal CNN, foi criado nos Estados Unidos por Robert Ressler, ex-agente do FBI e autor de obras que ajudaram a definir o perfil psicológico desses criminosos. Ressler também inspirou produções como a série Mindhunter, que explora o trabalho de agentes tentando compreender a mente dos assassinos em série.

No Brasil, ainda que o termo seja amplamente usado, nem todos os casos se encaixam exatamente no conceito internacional. Mesmo assim, crimes marcados pela repetição, motivação pessoal e extrema violência acabaram recebendo essa classificação por analogia.

A execução de Pedrinho Matador reacendeu lembranças de outros nomes que chocaram o país. Entre os mais notórios estão:

Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, que estuprou e matou ao menos 11 mulheres em São Paulo no fim dos anos 1990.

José Paz Bezerra, o Monstro do Morumbi, responsável por uma série de assassinatos de mulheres nas décadas de 1960 e 1970.

João Acácio Pereira da Costa, o Bandido da Luz Vermelha, conhecido nos anos 1960 por invadir mansões e assassinar suas vítimas.

Francisco Costa Rocha, o Chico Picadinho, preso por esquartejar mulheres em São Paulo nos anos 1970.

Marcelo Costa de Andrade, o Vampiro de Niterói, que matou 14 crianças no Rio de Janeiro no fim da década de 1980.

Tiago Gomes da Rocha, o Maníaco de Goiânia, que confessou cerca de 39 homicídios em Goiás, escolhendo vítimas aleatoriamente.

Ivan Roberto da Silva, o Esmaculador de Niterói, conhecido por estuprar e mutilar suas vítimas nos anos 1980.

O misterioso Maníaco do Trianon, que agia nas imediações do parque de mesmo nome em São Paulo.

E Lázaro Barbosa, que protagonizou uma das maiores caçadas policiais recentes após assassinar uma família no Distrito Federal em 2021.
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