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Marca aposta em diversidade após críticas, mas público questiona se mudança é genuína ou apenas estratégia de imagem
Reprodução Instagram @preciousleexoxo / @ashleygraham /@palomija
O Victoria's Secret Fashion Show voltou com sua segunda edição após seis anos fora das passarelas. Realizado nesta quarta-feira (15), em Nova York, o desfile reuniu veteranas icônicas da marca, como Gigi Hadid, Bella Hadid e Candice Swanepoel, e apresentou novos nomes com a proposta de celebrar a diversidade de corpos - algo que tem sido cobrado intensamente pelo público nos últimos anos.
Modelos como Ashley Graham, Precious Lee, Yumi Nu e Palomija dividiram a passarela com figuras já consagradas, enquanto o Brasil marcou presença com Adriana Lima, Alessandra Ambrosio e a influenciadora Gabriela Moura. A trilha sonora do evento ficou por conta de artistas como Karol G, Madison Beer, Missy Elliott e o grupo de K-pop Twice.
Desde seu retorno em 2023, a marca tenta reposicionar sua imagem e abraçar pautas de inclusão. No entanto, a edição anterior foi duramente criticada por mostrar modelos plus size de forma limitada - muitas delas cobertas com camisolas, ao invés de lingerie. Para tentar reverter esse cenário, a Victoria's Secret apostou na direção criativa de Adam Selman, conhecido por sua colaboração com a Savage x Fenty, de Rihanna, considerada pioneira em diversidade nas passarelas de moda íntima.
A atuação de Selman foi bem recebida por parte do público. "Obrigada, Adam Selman, por mostrar o corpo das gostosas cheias de curvas", comentou uma usuária no X (antigo Twitter). Ainda assim, paira a dúvida: a presença de diferentes tipos físicos no palco significa uma transformação real - ou seria apenas uma tentativa de suavizar a imagem da marca sem mudar sua essência?
A crítica não se limita à Victoria's Secret. A indústria da moda como um todo ainda perpetua um padrão restrito de beleza, historicamente centrado na magreza. Isso se refletiu em comentários gordofóbicos que circularam durante o evento. Um deles, com mais de 67 mil curtidas, dizia: "Prendam as gordas porque hoje é dia de Victoria's Secret Fashion Show".
Apesar de esforços visíveis para construir um novo discurso, muitos enxergam na suposta inclusão uma estratégia de marketing disfarçada. O desfile, embora mais plural do que em décadas anteriores, ainda levanta questionamentos sobre o quanto dessa diversidade é genuína e o quanto serve apenas para reposicionar a marca frente às exigências de uma audiência mais consciente.
No fim das contas, a grande questão permanece: estamos vendo uma evolução real ou apenas um novo molde para os mesmos velhos padrões?
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