Morre, aos 52 anos, filho de Chico Anysio; família se despede nas redes
Veterana da televisão brasileira, ela participou de novelas marcantes da Globo, enfrentou o Alzheimer no fim da vida
Divulgação TV Globo
No ar atualmente no catálogo do Globoplay com a reprise da novela "Quatro por Quatro", o público pode matar a saudade de rostos icônicos da televisão, entre eles o de Geórgia Gomide. A atriz fez uma participação especial na trama de Carlos Lombardi, exibida originalmente em 1994, como a personagem Laura. Seu nome figura entre os pioneiros da teledramaturgia nacional, com uma carreira extensa e marcada por conquistas históricas — dentro e fora da ficção.
Pioneira da televisão
Nascida Elfriede Helene Gomide Witecy, Geórgia iniciou sua trajetória artística nos anos 1960, estreando em 1962 na televisão. No ano seguinte, atuou no teleteatro Calúnia, da TV Tupi, onde protagonizou — ao lado de Vida Alves — o primeiro beijo entre pessoas do mesmo sexo na história da TV brasileira.
Com passagens pelas extintas TV Tupi, TV Excelsior e TV Manchete, além de atuar nas principais emissoras como Globo, SBT e Record, a atriz acumulou mais de 40 títulos no currículo. Entre seus papéis mais lembrados estão a irreverente Bina, de "Vereda Tropical" (1984), e a matriarca Donana, de "Hipertensão" (1986). Também esteve em novelas como "Kubanacan" (2003) e "Uga Uga" (2000). Sua última aparição em novelas foi em "Malhação", em 2006.
No cinema e nos bastidores
Geórgia também deixou sua marca nas telonas, atuando em filmes como "Quatro Brasileiros em Paris" (1965), "Exorcismo Negro" (1974) e "Os Trapalhões nas Terras dos Monstros" (1989). Sua versatilidade e presença cênica fizeram dela uma figura querida pelo público e respeitada pelos colegas de profissão.
Despedida e legado
Afastada do trabalho desde 2009 após o diagnóstico de Alzheimer, Geórgia faleceu em 29 de janeiro de 2011, aos 73 anos, em decorrência de uma infecção generalizada. Ela convivia desde os 18 anos com uma condição congênita que a deixou com apenas 5% da visão, o que nunca a impediu de atuar com excelência nos palcos e na televisão.
Mãe de Daniel Witecy Goldfinger, a artista deixou um legado de resistência, talento e inovação na dramaturgia brasileira. Sua presença em reprises como Quatro por Quatro é mais do que uma lembrança nostálgica — é um tributo a uma trajetória que desafiou limites e ajudou a escrever a história da TV no país.
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