Em cartaz no Teatro I do CCBB Belo Horizonte até 5 de outubro, a nova montagem de O Beijo no Asfalto, do Grupo Oficcina Multimédia &mdash GOM, reserva datas específicas da temporada para tornar o espetáculo acessível a públicos que, com frequência, ficam de fora da experiência teatral: pessoas surdas e pessoas com deficiência visual.
Quatro sessões contam com intérprete de Libras: 19 e 28 de setembro. Já as sessões com audiodescrição &mdash recurso em que uma narração descreve cenários, figurinos, expressões e ações que não podem ser percebidos apenas pelo áudio da peça &mdash acontece em 2 de outubro. Em ambos os casos, os horários seguem os mesmos das demais apresentações, às 20h.
A iniciativa acompanha um movimento mais amplo de expansão de acessibilidade em espaços culturais no Brasil, mas ganha um contorno particular em uma peça como O Beijo no Asfalto, dedicada justamente a discutir quem tem &mdash ou não tem &mdash o direito de ser plenamente visto, ouvido e compreendido. Escrita por Nelson Rodrigues há 65 anos, a trama acompanha Arandir, condenado publicamente após um gesto de compaixão, em uma história que discute os limites da escuta, do julgamento e do reconhecimento do outro.
A produção do GOM também integra outras atividades formativas na temporada, como o bate-papo com tradução em Libras entre a diretora Ione de Medeiros e a pesquisadora Elen de Medeiros, professora da UFMG, em 24 de setembro.
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