Galeria Murilo Castro apresenta primeira exposição individual da argentina Mariana Villafañe no Brasil, até dia 4 de julho

DATA

  • 25/05/2026 à 04/07/2026
  • Hora início: 10:00
  • Hora fim: 14:00

LOCAL / INFO

PREÇOS

  • Entrada Franca

A Galeria Murilo Castro recebe, até o dia 4 de julho, a exposição &ldquoDas pinturas com luz às paisagens sonoras&rdquo, da artista argentina Mariana Villafañe, com curadoria de Felipe Scovino. No feriado de 4 de junho, a Galeria estará fechada, mas na sexta-feira (5) e no sábado (6), funciona normalmente. A mostra marca a primeira individual da artista no Brasil e apresenta um panorama de pesquisas desenvolvidas nos últimos anos em torno da percepção, do movimento e da representação visual do som, reunindo pinturas e obras cinéticas. A visitação acontece de 25 de maio a 4 de julho, na galeria, em Belo Horizonte.

Com forte influência da arte cinética, do construtivismo latino-americano e dos escritos futuristas de Luigi Russolo, Villafañe constrói obras que transitam entre o campo visual e a experiência auditiva. Na série &ldquoPaisajes Audibles&rdquo, grandes composições geométricas sugerem ondas sonoras e paisagens em constante transformação, explorando a relação entre plano, vazio, movimento e espacialidade. Já em trabalhos como &ldquoDinamismos&rdquo e &ldquoEl Sonido del Tiempo&rdquo, a artista incorpora motores, luzes e estruturas programadas para investigar o tempo como matéria e experiência perceptiva.

&ldquoEssa exposição reúne diferentes investigações que venho desenvolvendo nos últimos anos em torno da percepção, do movimento e da representação visual do som. Meu trabalho nasce de um profundo interesse pelos fenômenos sensoriais e pela maneira como o corpo percebe o tempo, a luz e a vibração no espaço. Nas obras cinéticas e nas pinturas, procuro construir paisagens sonoras visuais, onde a matéria parece entrar em estado de ressonância. Muitas dessas pesquisas foram influenciadas pelos escritos futuristas de Luigi Russolo e pela ideia de que os ruídos fazem parte da experiência contemporânea e do nosso cotidiano perceptivo&rdquo, afirma a artista.

Segundo o curador Felipe Scovino, &ldquoVillafañe aproxima geometria, som, arquitetura e pintura em uma obra íntegra, porém esquiva porque está aberta, enquanto um jogo virtual, a especulações por parte do espectador. Não se tratam &lsquoapenas&rsquo de pinturas, mas de paisagens que possuem um comprometimento com o som&rdquo, diz.

A mostra reúne diferentes séries produzidas entre 2018 e 2026, incluindo pinturas de grandes dimensões e trabalhos cinéticos como &ldquoPrototipo de experimentacion sonora&rdquo, nos quais motores e esferas metálicas produzem sons e movimentos contínuos, criando experiências imersivas para o público. Em obras como &ldquoHabitar la máquina&rdquo, a artista amplia a investigação sobre percepção ótica e espacialidade por meio de estruturas motorizadas e superfícies reflexivas.

&ldquoTenho uma expectativa muito especial para essa exposição, porque é minha primeira individual no Brasil e sinto que existe uma conexão muito forte entre meu trabalho e a sensibilidade do público brasileiro. Também estou muito feliz com o diálogo construído com a galeria e com a curadoria, que trouxe novas leituras e aprofundou aspectos importantes da minha pesquisa, especialmente a relação entre vazio, tempo e percepção&rdquo, completa Villafañe.

A exposição conta, ainda, com as séries &ldquoPolifonias: Concierto para esferas metálicas&rdquo, &ldquoTiempo de Retorno&rdquo, &ldquoCompás de espera&rdquo e &ldquoDistorsión envolvente&rdquo, ampliando a investigação de Mariana Villafañe sobre percepção, espacialidade, som, geometria e movimento por meio de pinturas, estruturas cinéticas e trabalhos que articulam luz, motores, espelhos, esferas e superfícies reflexivas. 

Para Scovino, Villafañe &ldquopromove uma mudança na duração perceptiva, pois, de modo geral, quando realizamos a experiência de nos conectarmos à sua obra o tempo parece se dilatar. Voltamos as nossas atenções para uma indagação mais estendida e aprimorada sobre o que está diante de nós. E isso não é pouco em um mundo regido pela fugacidade e competição. As formas ilusórias e a vivência do tempo-duração de Villafañe tornam aparente a imprecisão sobre classificar as coisas e o quão diversa é a nossa experiência no mundo&rdquo.

 

Sobre a artista

Mariana Villafañe nasceu em Buenos Aires, em 1972, e vive e trabalha entre Buenos Aires e Madrid. Formada em Arquitetura pela Universidade de Buenos Aires (UBA) e em Artes Visuais pelo Instituto Universitario Nacional de Arte (IUNA), integrou o Programa de Artistas da Universidad Torcuato Di Tella e participou do Centro de Investigaciones Artísticas. Sua trajetória reúne exposições individuais e coletivas em cidades como Paris, São Paulo, Bogotá, Barcelona, Miami, Nova York, Berlim e Dubai. Entre suas mostras de destaque estão &ldquoHabitar la máquina&rdquo (2025), &ldquoPaisajes audibles&rdquo (2016) e &ldquoEl centro en movimiento&rdquo (2018). A artista recebeu reconhecimentos como o Berlin Art Prize e o Premio Banco de la Provincia de Buenos Aires.

 

Serviço

Exposição &ldquoDas pinturas com luz às paisagens sonoras&rdquo &ndash Mariana Villafañe
Curadoria: Felipe Scovino
Período de visitação: 25 de maio a 4 de julho de 2026
De segunda a sexta, das 10h às 19h. Sábados, das 10h às 14h
Local: Galeria Murilo Castro (Rua Saturno, 10 &ndash Santa Lúcia &ndash Belo Horizonte/MG)
Informações: (31) 3287-0110
https://murilocastro.com.br/
Instagram: @galeriamurilocastro


 

Sobre a Galeria Murilo Castro

A Galeria Murilo Castro é uma galeria de arte contemporânea sediada em Belo Horizonte que promove novas ideias desde 2002. Por meio de exposições e da representação de artistas, destaca criadores estabelecidos, em meio de carreira e talentos emergentes que atuam local e internacionalmente.

Influentes em esferas culturais e políticas, os artistas representados pela galeria desenvolvem trabalhos multimídia e interdisciplinares que atravessam diferentes territórios e linguagens.

A galeria entende a prática artística como forma de pesquisa e produção de conhecimento. Além de seu programa de exposições e da participação em feiras de arte nacionais e internacionais, realiza também palestras e encontros que aproximam artistas, profissionais da arte e público interessado em aprender e colecionar arte contemporânea.

https://murilocastro.com.br/

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