Da Memória para a História

DATA

  • 02/09/2017 à 30/09/2017
  • Hora início: 09:00

LOCAL / INFO

PREÇOS

  • Entrada Franca


Bairro Buritis ganha livro histórico e exposição de fotografias em comemoração aos 60 anos da Escola Americana

Evento de lançamento da publicação Da Memória para a História e a abertura da mostra serão realizados dia 2/9 no Parque Aggeo Pio Sobrinho

A história do bairro Buritis inspira livro e ganha exposição inédita em comemoração aos 60 anos da Escola Americana de Belo Horizonte (EABH), no dia 2 de setembro, no Parque Aggeo Pio Sobrinho. A instituição foi uma das primeiras moradoras do bairro e funciona na região desde meados de 1970.

 

Com formato bilíngue (português e inglês), a publicação Da Memória para a História  é resultado de um ano de pesquisa, com visitas a acervos da EABH e participação de membros e ex-alunos da escola, entrevista com estudantes antigos, donos de imobiliárias e personalidades da época que envolvidos na criação do  bairro e entorno, consulta a livros e biografias, familiares do fundador do bairro, Aggeo Pio Sobrinho, jornais, visitas ao Museu Abílio Barreto, ao Arquivo Público Mineiro e ao Arquivo Público de Belo Horizonte. &ldquoQuando decidimos comemorar os 60 anos, percebemos que a história não estava completa e precisávamos investigar. Então, decidimos que um livro seria a maneira perfeita de celebrar e registrar a memória para sempre&rdquo, destaca Catarina Song Chen, diretora da EABH

A publicação reúne um rico acervo dos fundadores, detalhes de registros históricos, depoimentos, mapas e fotos antigas e atuais. Tudo foi considerado, como o início da ocupação por João Leite da Silva Ortiz, época do Brasil colônia no século XVIII, passando pela aquisição da Fazenda Tebaidas pelo químico e empresário Aggeo Pio Sobrinho em 1930 até o parcelamento e urbanização, ocorridos a partir do crescimento da sede municipal de Belo Horizonte para a região Oeste, da criação da avenida Raja Gabaglia e do surgimento de novos bairros como Palmeiras, Estoril e o Buritis, local onde foi doado o lote onde se encontra a Escola Americana.

 

A exposição será composta por vinte fotografias- algumas presentes no livro-, entre elas imagens antigas que remontam a história e a relação do bairro com a instituição, dos fundadores, além de registros atuais.

De acordo com  Catarina, a instituição ao completar 60 anos- aproximadamente 45 deles no bairro Buritis-, lançou-se no desafio de rever a sua história desde os primórdios, recuperar a sua origem e registrar a sua evolução. &ldquoA nossa importância enquanto uma escola internacional insere Belo Horizonte como ponto de atração para o estabelecimento profissional de famílias de diferentes partes do mundo. Por outro lado, a necessidade de atrair mais alunos brasileiros alterou a dinâmica ao promover uma divulgação e a interação com a comunidade escolar nas duas últimas décadas&rdquo, revela.

 

Para Carlos Frederico Torres, da Cultura Criativa, responsável pelo projeto, a equipe que trabalhou na criação desse livro tem muito o que se orgulhar. Ele relata que, mais que fatos e curiosidades sobre a EABH, a publicação leva ao leitor uma viagem à história da própria Belo Horizonte. &ldquoDa Memória para a História deixou de ser um livro institucional e leva para o conhecimento público um riquíssimo acervo sobre criação, desenvolvimento e história do bairro Buritis e da cidade&rdquo.

 

 

Breve história

O início da ocupação do Buritis é datado do começo do século XVIII, quando por essas paragens o bandeirante paulista João Leite da Silva Ortiz estabeleceu-se, por volta de 1701, com uma propriedade rural que recebeu o nome de Fazenda do Cercado. Impressionado pela qualidade do solo e pelas magníficas áreas de pastagens, apossou-se das terras com numerosa quantidade de escravos para o abastecimento alimentício das áreas de lavras auríferas.

 

Com a inauguração de Belo Horizonte, a Fazenda do Cercado passou a fornecer alimentos para os moradores da capital. Independentemente do seu desmembramento, ocorrido ao longo do tempo, as glebas de terra dessa região compunham o cinturão verde que servia à cidade.

 

Na década de 1930, parte do capital obtido com o sucesso financeiro do Laboratório Lodobisman no qual o químico Aggeo Pio Sobrinho era sócio, foi investido na aquisição de propriedades rurais em Belo Horizonte. Por ele, foram adquiridas 19 glebas contíguas na região Oeste, anteriormente formada pela Fazenda do Cercadinho. A esta nova propriedade ele deu o nome de Fazenda Tebaidas, propriedade da família de Aggeio.

 

A urbanização aconteceu de forma lenta, e somente na segunda metade do século passado o processo acelerou, tendo em vista o crescimento da capital mineira em direção à cidade industrial, recém-criada em Contagem, em março de 1941. A pressão urbana sobre a fazenda acarretou o surgimento de incômodos e prejuízos financeiros, como a invasão da propriedade e até mesmo o abatimento de cabeças de gado, as quais eram descarnadas no próprio local. Então a família o loteou às pressas e fizeram um bairro popular, o Palmeiras.

 

Com o surgimento de novos bairros no entorno da propriedade, algumas áreas limítrofes à fazenda tornaram-se, no final de 1950 e começo de 1960, cada vez mais ocupadas. Tal fato concorreu para alterar totalmente as características de acesso à Fazenda, que passou a ocorrer pelo local que seria, alguns anos depois, a avenida Raja Gabaglia. Como ela faz a ligação da região centro-sul da capital com a região oeste, possibilitou um significativo encurtamento de distância até o local, contribuindo para que a área valorizasse.

 

Diante desta situação, no final da década de 1960, a família promoveu o loteamento do restante da propriedade com características bastante distintas daquelas adotadas no bairro Palmeiras. A intenção era criar um bairro com ocupação residencial unifamiliar, com padrão &ldquozona sul&rdquo.

 

Dando sequência aos planejamentos, a família criou a empresa Arcap Imóveis S.A., uma Sociedade Anônima Fechada. Antes mesmo de iniciarem as vendas, oficialmente, os irmãos comercializaram, em 1970, um dos primeiros lotes para o Pastor da Igreja de Cristo, Raymond Herbert Meisenhalder, missionário de origem norte-americana, no recém-criado bairro Palmeiras, diretamente ligado, também, à mudança da Escola Americana de Belo Horizonte do Izabela Hendrix para a porção sudoeste da capital.

 

No entanto, a criação do bairro deu-se após a aprovação da primeira Lei de Uso e Ocupação do Solo de Belo Horizonte, que ocorreu em novembro de 1976. Foi realizado o zoneamento de todo o município, sendo a área do bairro classificada como Zona de Expansão Urbana 3.

 

Analisado o processo, em agosto de 1979, assinou a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte e a Arcap assinaram um Termo de Compromisso, autorizando os serviços de urbanização referentes ao bairro. As obras da primeira etapa tiveram seu início logo em seguida. Contudo, o Termo de Compromisso assinado permitia realizar a implantação do bairro.

 

A aprovação da primeira etapa permitiu a implantação de 50 quarteirões, dos quais três, destinados à área verde. Naquele momento, no entanto, já se achava em vigor a segunda Lei de Uso e Ocupação do Solo Urbano de Belo Horizonte, aprovada em março de 1985, com uma reclassificação do zoneamento municipal, transformando a maior parte do bairro Buritis em zona residencial, o que, na prática, permitia a implantação de prédios de até quatro andares. Além disso, transformou os corredores formados pelas avenidas Prof. Mário Werneck e Dep. Cristovam Chiaradia, em zonas comerciais.

 

A comercialização dos lotes arrolou-se num grande sucesso, porém, intensa ocupação do bairro ocorreu no final da década de 1990. O bairro Buritis cresceu, sobretudo ao longo das últimas duas décadas, de forma vertiginosa. A trajetória de ocupação local, que passou de uma área rural até o início dos anos 1970 para o segundo bairro mais populoso de Belo Horizonte, em 2010, registra o maior fenômeno urbano de Belo Horizonte nos últimos tempos.

 

 

Sobre a Escola Americana de Belo Horizonte

 

Única escola americana no Estado de Minas Gerais, a EABH foi fundada em 1956 por um grupo de pais missionários e empresários com o propósito de prover programas educacionais dentro da tradição americana, empregando a língua inglesa na educação de crianças brasileiras e de quaisquer outras nacionalidades. A instituição particular não tem fins lucrativos e é de propriedade da Associação de Pais.

 

A EABH conta com um programa completo para turmas de dois anos ao Ensino Médio (12ª série), nas quais os alunos aprendem Inglês e Português fluente, além de Espanhol e Mandarim. São  diferentes nacionalidades, entre alunos e professores. Os estudantes são preparados para cursar universidades dos Estados Unidos, do Brasil e de outros países. Além de dar ênfase ao desempenho acadêmico, a EABH motiva cada um a alcançar seu mais alto potencial, bem como estimula os estudantes no aprendizado constante.

 

A EABH é reconhecida pelo Bacharelado Internacional como uma Escola do Mundo International Baccalaureate (IB), programa que trabalha a formação do ser humano e do cidadão para o mundo.

 

http://eabh.com.br/historia/

Serviço: Lançamento do livro Da Memória para a História e exposição

Dia: 2/9 (sábado)

Exposição: de 2/9 a 30/09

Entrada gratuita

Endereço: Parque Aggeo Pio Sobrinho- Avenida Professor Mário Werneck, 2691 &ndash Buritis

 

O livro será distribuído para alguns parceiros, membros da comunidade, escolas e bibliotecas públicas. Também haverá sorteio para moradores do bairro e nas redes sociais.

Páginas: 124

www.eabh.com.br

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