Mariana Goldfarb chamou a atenção ao comentar situações de perseguição e desrespeito à sua privacidade. A influenciadora conversou com a Coluna Fábia Oliveira e abordou os episódios que enfrentou, incluindo um caso envolvendo um stalker e outro em que teria sido filmada sem autorização dentro de uma academia. Na entrevista, ela ressaltou a importância de expor esse tipo de situação e encorajou outras mulheres a não permanecerem em silêncio.
Integrante da escola de Duque de Caxias pelo quarto ano seguido, Mariana também falou sobre sua ligação com o Carnaval e a expectativa para o próximo desfile. Segundo ela, participar da festa mudou sua percepção sobre a felicidade. "Eu não estou acreditando que é o meu quarto ano com a Grande Rio. Passou voando. Mas, depois que eu conheci o Carnaval, sou uma pessoa muito mais feliz. Agora eu descobri o que é felicidade genuína mesmo. O melhor dia da minha vida foi o dia em que eu entrei na avenida", declarou.
A influenciadora ainda destacou a importância da representatividade cultural no espetáculo, especialmente diante do enredo da Grande Rio, que aborda as matrizes africanas e a religiosidade. Embora não siga uma doutrina específica, Mariana afirmou ter uma relação próxima com a espiritualidade. "Eu me encontro nas forças da natureza, sou uma pessoa que tem muita fé, mas não tenho nenhum dogma que interfira na minha vida", explicou.
Ela também ressaltou que o amor pelo próximo e por si mesma é uma maneira de se conectar com o divino e valorizou a oportunidade de conhecer tradições e povos por meio da festa. Questionada sobre a possibilidade de investir na atuação, Mariana demonstrou abertura para novos caminhos profissionais, desde que os projetos tenham significado para ela.
"Se for uma coisa que faça sentido e que eu consiga, por exemplo, dar voz a uma personagem em que eu acredito, ou que vá trazer algum tipo de proposta ou de voz por trás, acho que, para mim, faz sentido. Uma mensagem mais potente", explicou.
Ao voltar a falar sobre as invasões de privacidade, a influenciadora refletiu sobre os desafios enfrentados pelas mulheres e a necessidade de reconhecer situações que ultrapassam limites. "Isso acontece bastante, e acho que acontece em todos os âmbitos quando se é mulher. A gente tem que começar a entender o que é ser mulher, de fato, e o que significa o nosso corpo em outros locais", afirmou.
Aos 35 anos, ela contou que continua aprendendo sobre essa realidade: "Hoje, só com 35 anos, estou entendendo o que significa ser mulher".
Para Mariana, dar visibilidade a esses episódios é fundamental para incentivar outras vítimas a se posicionarem. "A gente tem que usar a nossa voz. O que a gente tem de mais importante é a nossa voz. A gente não pode se calar", concluiu.