Kelly Key aproveitou um momento de treino na academia para compartilhar uma reflexão sobre a relação com o próprio corpo e os privilégios envolvidos na construção do físico que exibe. A empresária publicou imagens do treino e falou sobre o preconceito que, segundo ela, pode surgir quando uma mulher aparece com um corpo considerado dentro de determinados padrões.
Nos Stories do Instagram, Kelly apareceu diante do espelho usando um conjunto fitness verde, formado por top cropped e short, e mostrou o abdômen definido. Na legenda, escreveu: “Bom dia com aquele shape que, muitas vezes, gera preconceito”.
A empresária então questionou a percepção de quem vê um corpo como o dela. “Fala sério, quantas vezes você já olhou para uma mulher com um corpo assim e pensou: ‘Também... deve viver para isso’. Eu entendo. A imagem pode enganar. Mas cuidar do meu corpo não é a minha vida inteira. É uma das minhas prioridades. Eu trabalho. Estudo. Sou mãe. Tenho família. Tenho negócios. Tenho projetos. Tenho responsabilidades. E treino!”, escreveu.
Kelly também reconheceu que manter esse estilo de vida envolve recursos financeiros. “Porque decidi há muitos anos como quero envelhecer, e não estou falando só de estética. Estou falando de força, autonomia, mobilidade, saúde, disposição. Mas também não vou romantizar: sim, existe dinheiro investido aqui. Tenho acompanhamento; faço exames; invisto em profissionais; treino em lugares que me dão conforto; compro roupas que me motivam; uso os recursos que tenho para potencializar meus resultados”, afirmou.
Kelly Key cita 'preconceito' contra seu corpo por conta de privilégios (Foto: Reprodução Instagram)
Na sequência, ela comparou o investimento financeiro a uma ferramenta que pode facilitar um percurso, mas não substitui a necessidade de seguir uma direção.
“Dinheiro é ferramenta. Não é o caminho. Pensa em uma viagem: você pode fazer o trajeto a pé; pode fazer de carro; o carro pode tornar a viagem mais rápida e confortável. Mas ainda é preciso saber para onde ir. Ainda é preciso seguir a direção. Ainda é preciso percorrer o caminho.”
Ao concluir a reflexão, Kelly voltou a falar sobre constância e a importância de priorizar os cuidados pessoais.
“Com o corpo é parecido. Os recursos podem potencializar, mas não substituem constância. E talvez o maior privilégio não seja simplesmente poder investir. É entender que cuidar de si merece ocupar um lugar na sua lista de prioridades. Porque o corpo que você está construindo hoje é o corpo que vai carregar você pelos próximos anos”.