A advogada e influenciadora Daniele Bezerra se manifestou nesta quinta-feira (21/5) após a prisão de Deolane Bezerra durante uma operação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em conjunto com a Polícia Civil. A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Por meio das redes sociais, Daniele afirmou que a irmã estaria sendo alvo de julgamentos antecipados antes mesmo da apresentação de provas concretas. Segundo ela, o caso estaria cercado por especulações e exposição excessiva.
"Hoje, mais uma vez, tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações. A prisão da Deolane Bezerra, sob alegações de participação em organização criminosa, nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos", declarou.
Na sequência, a advogada criticou a forma como investigações ganham repercussão pública e afirmou que a Justiça não deve servir como instrumento de espetáculo midiático. "Acusar é fácil. Difícil é provar. No Brasil, infelizmente, muitas vezes primeiro se expõe, se destrói a imagem e se condena perante a opinião pública, para só depois buscar provas que sustentem aquilo que foi dito. E isso é grave", escreveu.
Entenda a operação que levou à prisão de Deolane
A influenciadora foi detida durante a Operação Vérnix, investigação que teve início em 2019 após a apreensão de manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. As informações foram divulgadas pela colunista Mirelle Pinheiro.
De acordo com os investigadores, uma transportadora de cargas teria sido utilizada como empresa de fachada para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. A polícia suspeita que milhões de reais tenham circulado por contas bancárias de terceiros e empresas associadas aos investigados.
Veja a íntegra do posicionamento de Daniele Bezerra
"Hoje, mais uma vez, tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações. A prisão da Deolane Bezerra, sob alegações de participação em organização criminosa, nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos. Acusar é fácil. Difícil é provar. No Brasil, infelizmente, muitas vezes primeiro se expõe, se destrói a imagem e se condena perante a opinião pública... para só depois buscar provas que sustentem aquilo que foi dito. E isso é grave. Não se pode admitir que a Justiça seja usada como espetáculo, nem que pessoas sejam tratadas como culpadas antes do devido processo legal. Prisão não pode ser instrumento de pressão, marketing ou vingança social. Quem conhece a história, a luta e a trajetória dela sabe que existe uma diferença enorme entre fatos e narrativas criadas para alimentar ataques. Seguiremos confiando na verdade, na Justiça e no direito de defesa, porque perseguição continua sendo perseguição, mesmo quando tentam dar a ela outro nome."