O cantor MC Gui veio a público após ter o nome citado em uma apuração da Polícia Federal. Em vídeos publicados nas redes sociais, o artista apresentou sua versão dos fatos, negou qualquer ilegalidade e afirmou que atravessou dias difíceis, mas sem preocupação com as acusações.




 

Segundo o funkeiro, a menção ao seu nome está ligada a uma movimentação societária em uma barbearia localizada na Zona Leste de São Paulo, da qual passou a fazer parte em 2023. Ele detalhou que, na época, um dos sócios decidiu sair do negócio, abrindo espaço para um novo integrante - que acabou sendo o cantor MC Ryan SP, cliente do estabelecimento.

 

"Um certo dia eu tive a honra de atender um dos meus clientes, o Ryan SP, uma figura pública. Ele conheceu a barbearia e gerou o interesse nele de entrar de sociedade naquela barbearia. Obviamente a gente estava aberto naquele momento, porque um dos sócios da barbearia estava saindo da sociedade, e aí a gente introduziu o Ryan SP, que entrou de sócio na nossa barbearia. Resumindo: essa transferência aconteceu com transparência, ela foi legal e com fins comerciais", declarou Gui, ressaltando que a negociação ocorreu de forma natural.

 

A manifestação acontece após vir à tona a informação de que o artista recebeu R$ 150 mil de um operador financeiro citado em investigações sobre um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro relacionado a apostas ilegais. Apesar disso, o relatório não o coloca como investigado, apenas registra seu nome no rastreamento de transações.




 

Nos vídeos, MC Gui também questionou a forma como o caso vem sendo divulgado. Para ele, parte das informações apresentadas ao público não condiz com a realidade. "A mídia acaba montando uma narrativa e contando coisas que não aconteceram", afirmou, explicando por que decidiu se pronunciar diretamente aos seguidores.

 

O cantor acrescentou que a mudança societária na barbearia foi acompanhada por fãs à época e reforçou que todo o processo ocorreu de maneira transparente. Ao final, reiterou que a operação foi regular e se colocou disponível para eventuais esclarecimentos.

 

Por que MC Gui foi citado no inquérito

O nome do artista aparece em documentos ligados à investigação da PF que apura um esquema de lavagem de dinheiro com possíveis conexões nos setores de entretenimento, apostas ilegais e redes sociais.




 

De acordo com os investigadores, ele recebeu R$ 150 mil em 2024 de Alexandre Paula de Sousa Santos, conhecido como Belga, apontado como operador financeiro associado ao grupo ligado a MC Ryan SP.

 

A citação ocorre no âmbito da Operação Narco Fluxo, deflagrada na quarta-feira (15/4), que investiga a movimentação de mais de R$ 1,6 bilhão com suspeita de origem ilícita.

 

Conforme o relatório, Belga atuaria como intermediador financeiro, reunindo grandes quantias provenientes, principalmente, de empresas ligadas a plataformas de apostas para posterior redistribuição. Foi nesse contexto que a transferência de R$ 150 mil para MC Gui foi identificada, em uma única operação realizada entre maio e junho de 2024.




 

A apuração também examina outras transações relacionadas ao núcleo financeiro de MC Ryan SP. Entre elas, está o envio de R$ 4,4 milhões por uma empresa que tem Pablo Marçal como um dos sócios. Segundo o inquérito, o valor teria sido direcionado à conta pessoal do funkeiro e utilizado em uma negociação envolvendo a compra de um helicóptero. Marçal declarou que o repasse se refere a um acordo imobiliário formalizado e devidamente documentado.

Tags:
compartilhe