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O ator Marcos Oliveira, de 69 anos, conhecido pelo papel de Beiçola em "A Grande FamÃlia", participou do podcast "Papagaio Falante", apresentado por Sérgio Mallandro e Renato Rabelo, nesta terça-feira (31). Durante a conversa, ele falou sobre sua carreira, lembranças de bastidores e sua vida sexual intensa.
"Estou dando menos. A casa já deu. Já dei muito, graças a Deus. Dei e recebi da mesma forma. Quem dá, recebe. Fui [muito levado], fiz [muitas travessuras], 300 quilômetros por hora, cara. Fiz ménage à trois [sexo a três], ménage a quatre [a quatro], a sete... sete pessoas, homem, mulher...", recordou o artista, destacando como era mais simples ter uma vida sexual agitada no passado.
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"Não tinha tempo ruim, porque hoje em dia... [risos] o mundo encaretou. Tenho muitos riscos hoje em dia. As pessoas eram mais leves, então pintava um lance, acontecia e acabava. Hoje, se pintou o lance e você fizer, está no dia seguinte no Instagram de não sei quem. Instagram, câmeras, se você ajoelhar e rezar o Pai Nosso, vão achar que você está fazendo outra coisa", comentou Marcos.
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O ator também abordou limitações fÃsicas que surgiram com a idade e problemas de saúde. "Meu mundo caiu, estou com problema aqui embaixo, estou com fÃstula, estou com colostomia ainda, à s vezes dói. Nesta vida não vai mais", lamentou, ressaltando, porém, que ainda sente atração e prazer.
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"Sexo faz parte da vida. É que nem comer, beber, cagar, porque mistura sexualidade com afetividade. Claro que não vou fazer sexo com quem me odeia ou se a odeio, mas na base do sexo pode acontecer tudo, ali que você expõe sua persona. Tesão a gente nunca perde. A coisa fica na cabeça, mas o estado fÃsico não acontece", explicou.
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Sobre Beiçola, personagem que marcou sua carreira, Marcos contou que se inspirou no apresentador e cantor Ronnie Von, eternamente romântico. Na trama, Beiçola era apaixonado por Nenê (Marieta Severo), casada com Lineu (Marco Nanini) e mãe de Tuco (Lúcio Mauro Filho) e Bebel (Guta Stresser).
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Apesar da importância do papel, o ator disse não sentir saudade do trabalho. "Não sinto, porque a vida anda pra frente", disse, mas deixou a porta aberta para um possÃvel retorno: "Claro que aceitaria!"
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Marcos ainda relembrou a convivência nos bastidores de "A Grande FamÃlia": "Sempre fui amigo de todos, mas eu gostava muito da equipe de assessoria, do Onassis, que era camareiro, um amigão meu, cuidava da gente, mas tem muitos. É, mesmo, uma grande famÃlia, porque tem técnicos, câmeras, maquiadores. Teve umas trocas, mas a maioria da equipe continuava. Teve gente que ficou lá oito, dez anos com a gente". O programa foi exibido de 2001 a 2014.