A defesa do goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, reagiu após a Justiça do Rio de Janeiro considerá-lo foragido. A advogada Mariana Migliorini anunciou que a equipe jurídica recorrerá da decisão e orientou que o ex-atleta aguarde a análise do recurso.




 

O Tribunal de Justiça determinou que Bruno não cumpriu uma exigência da liberdade condicional, após a Vara de Execuções Penais expedir um mandado de prisão em 5 de março. Segundo a decisão, ele não se apresentou às autoridades para retornar ao regime semiaberto, o que resultou na revogação do benefício.

 

Bruno Fernandes ficou preso em regime fechado entre 2010 e 2019, antes de progredir para o semiaberto. Em 2023, obteve o direito de cumprir a pena em liberdade condicional, mediante cumprimento de regras específicas, incluindo a permanência no estado do Rio de Janeiro.

 

O descumprimento apontado ocorreu quando o ex-jogador viajou ao Acre, no dia 15 de fevereiro, para atuar pelo Vasco-AC, sem autorização judicial. Em razão disso, a Vara de Execuções Penais determinou seu retorno ao regime semiaberto. A advogada do ex-atleta contestou a medida.




 

Em entrevista ao portal g1, Mariana Migliorini afirmou: "Se ele se apresentar agora, pode acabar ficando em regime fechado como se fosse semiaberto, o que entendemos ser uma medida irregular."

 

Segundo a defesa, Bruno vinha cumprindo todas as exigências da liberdade condicional desde sua concessão. Ela destacou que, nos últimos três anos, ele compareceu regularmente ao patronato, manteve endereço atualizado e realizou todas as assinaturas exigidas pelas autoridades.

Tags:
compartilhe