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O pai do menino Henry Borel, Leniel Borel, recorreu às redes sociais na segunda-feira (9) para agradecer o apoio recebido durante uma manifestação realizada no último domingo (8). O ato aconteceu na Orla de Copacabana e reuniu diversas pessoas em memória do garoto, morto há cinco anos.
O encontro contou com a presença de familiares, amigos e apoiadores que participaram da caminhada pedindo justiça pelo caso. Entre os participantes estavam Sônia Moura e Bruno Samudio, filho da modelo Eliza Samudio. A participação dos dois chamou atenção e foi destacada por Leniel em uma publicação no Instagram.
Na mensagem, o pai de Henry ressaltou o simbolismo do encontro entre famÃlias que enfrentam tragédias semelhantes. "A caminhada por justiça pelo meu filho Henry Borel também foi marcada por encontros que simbolizam luta e resistência. Tive a honra de receber o carinho de Sônia Moura, mãe de Eliza Samudio, ao lado do Bruninho", escreveu.
A manifestação ocorreu poucos dias antes do julgamento de Monique Medeiros e do então vereador Jairo Souza Santos Júnior. Ambos são réus no processo relacionado à morte do menino e aguardam o inÃcio do júri popular, previsto para começar no próximo dia 23, enquanto seguem presos.
Ao comentar a presença de Sônia Moura e de Bruno Samudio no ato, Leniel voltou a destacar o significado do gesto e a união entre famÃlias que perderam entes queridos de forma violenta. "A presença deles nesse momento tem um significado muito forte. Duas histórias diferentes, mas unidas pela dor da perda e pela busca incansável por justiça", afirmou.
O caso envolvendo Eliza Samudio remonta a 2010 e teve grande repercussão nacional. Segundo a denúncia apresentada na época, o goleiro Bruno Fernandes de Souza teria planejado a morte da modelo após conflitos relacionados ao pagamento de pensão do filho. O crime teria contado com a participação de Luiz Henrique Romão e de Marcos Aparecido dos Santos, apontado como executor.
Mesmo após as condenações, o corpo de Eliza nunca foi encontrado. Em 28 de janeiro de 2013, foi emitida a certidão de óbito da modelo, que apontou como causa da morte asfixia mecânica com emprego de violência.
Preso inicialmente em 2010, o ex-goleiro permaneceu cerca de sete anos em regime fechado. Ele deixou a prisão em 2017 após decisão judicial que concedeu sua liberdade.