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A Estação Primeira de Mangueira cruzou a Marquês de Sapucaà no último domingo (15) e, mais uma vez, contou com o brilho de Evelyn Basttos à frente da bateria. Em seu 13º ano ocupando o posto de rainha, a sambista foi questionada sobre Virginia Fonseca, que atualmente reina na Acadêmicos do Grande Rio. Ao responder, deixou claro que prefere tratar o assunto com cautela e classificou sua visão como "muito pessoal".
Sem citar diretamente o nome da influenciadora, Evelyn optou por direcionar a conversa para a própria trajetória. "Eu falo sobre a minha vivência, eu falo das minhas dificuldades", afirmou ao portal LeoDias, reforçando que sua história fala por si.
Durante entrevista ao repórter Pahby, ela ampliou o debate e destacou a importância das rainhas oriundas da comunidade. A sambista relembrou que o reconhecimento como rainha da Mangueira não veio de imediato e que só passou a sentir esse retorno do público a partir do quinto ano no cargo.
"Para mim foi muito mais difÃcil poder mostrar à s pessoas que eu poderia, enquanto uma mulher da comunidade, enquanto uma mulher da periferia, ser uma boa rainha. Eu não tinha a mÃdia ao meu favor, eu não tinha meu nome nos jornais, mas eu tinha disposição para ser rainha de bateria", contou.
Evelyn também ressaltou o orgulho de manter suas raÃzes, mesmo com a projeção que o posto proporciona. "Isso para mim é uma grande satisfação, mas sempre digo que é uma opinião pessoal, é uma opinião minha. Acredito que a rainha de bateria seja o retrato da escola, seja uma mensagem que a escola quer passar. E cada escola tem a sua caracterÃstica", desabafou.
Ao finalizar, a rainha mencionou outras agremiações que valorizam mulheres da comunidade à frente da bateria. "Fico muito feliz de ver a Mangueira, de ver a Beija-Flor, de ver a Portela, a Tuiuti mostrando a cara do samba, a cara do Carnaval para sua gente, para o seu povo", afirmou, destacando que, independentemente de posicionamentos individuais, respeita e aplaude todas as rainhas de bateria.