Apesar de estar sob uma ordem de prisão, Oruam, de 25 anos, voltou a gerar repercussão nas redes sociais ao divulgar um vídeo antigo em que afirma haver falhas no funcionamento da tornozeleira eletrônica que usava. As imagens, gravadas em 8 de dezembro e publicadas recentemente no Instagram, mostram o equipamento ligado à tomada enquanto, segundo o rapper, a bateria não carregava, em meio ao agravamento de sua situação na Justiça.




A reaparição do vídeo aconteceu um dia após o Superior Tribunal de Justiça derrubar o habeas corpus que permitia ao artista responder em liberdade. A decisão foi tomada depois que o monitoramento eletrônico apresentou sucessivas interrupções, causadas pelo descarregamento do dispositivo. Em um período de 43 dias, foram contabilizadas 28 falhas prolongadas, algumas com até dez horas sem sinal, principalmente durante madrugadas e fins de semana, o que levou o STJ a apontar indícios de descumprimento das medidas impostas.
 
 

Decisão judicial e críticas ao comportamento


Na tentativa de reverter o cenário, a defesa argumentou que os problemas ocorreram por "lapsos" do músico e que não existiria risco de fuga. Os advogados sustentaram ainda que, em diversas ocasiões, a tornozeleira permaneceu desligada por menos de três horas, muitas vezes fora do horário de recolhimento domiciliar ou durante deslocamentos previamente comunicados. O ministro Joel Paciornik, porém, discordou da tese e afirmou que os episódios "extrapolam muito um mero problema de carregamento" e evidenciam "desrespeito à autoridade judicial", destacando que a conduta "compromete diretamente o controle estatal sobre a liberdade do acusado".

Com a revogação da liminar concedida em setembro, a Justiça determinou o restabelecimento da prisão preventiva. No momento, Oruam é considerado foragido, já que não foi encontrado em seu endereço. O caso se soma a um histórico de acusações graves, como tentativa de homicídio, tráfico de drogas e outros crimes. Em uma ocasião anterior, após se apresentar à polícia, o cantor chegou a declarar: "Eu errei. Desculpa aí todo mundo, vou provar para vocês que não sou bandido". Agora, o entendimento do Judiciário é de que a prisão se faz necessária não como antecipação de pena, mas para assegurar o andamento do processo penal e a credibilidade das decisões judiciais.
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