Quando Paolla Oliveira deixou a Grande Rio no último Carnaval, a comunidade esperava que Mileide Mihaile, musa da escola por quase uma década, assumisse o posto de rainha de bateria. No entanto, quem foi escolhida acabou sendo Virginia Fonseca, uma nova face no universo do samba. Diante dessa oportunidade não concretizada, Mileide encontrou na Unidos da Tijuca um novo espaço para brilhar. A vaga deixada por Lexa abriu caminho para que a empresária e influenciadora assumisse seu lugar, consolidando sua presença e preparando-se para desfilar na Sapucaí.




 

Ela afirma que agora o foco é apenas avançar. "Nunca houve uma conversa com a diretoria ou presidência sobre o posto de rainha. E minha história com a Grande Rio é marcada pela gratidão. Foram anos de muito aprendizado, crescimento e experiências lindas. Tudo o que vivi ali me preparou para carregar essa coroa hoje. Saio com o coração em paz, com as melhores lembranças e o sentimento de missão cumprida. A Grande Rio não me deve nada; seremos sempre uma família. A vida é feita de ciclos, e o meu lá se encerrou com carinho e respeito", disse a Metrópoles.

 

Mileide ainda reforçou que não guarda ressentimentos em relação à escolha de Virginia Fonseca. Para ela, o samba é um espaço de união, e não de competição. "Nenhuma mágoa, apenas admiração e respeito. Cada pessoa tem seu momento e seu propósito. A Virginia é uma mulher querida, de grande alcance e carisma, e desejo a ela toda a sorte nessa jornada. Quando algo é realmente nosso, acontece naturalmente, no tempo certo, e o meu momento chegou através da Unidos da Tijuca. Hoje vivo esse sonho de forma plena, com o coração leve e feliz."

 

Um sonho realizado no tempo certo

 

Natural do Ceará e com 36 anos, Mileide explica que ser rainha sempre foi um desejo, mas que nunca foi perseguido de forma obsessiva. "Queria muito ser rainha, mas nunca fiz qualquer movimentação para isso. Estava feliz como musa e acreditava que, se um dia tivesse que acontecer, seria naturalmente. Nunca quis ocupar um posto interrompendo o sonho de outra mulher, e por isso viver esse momento de forma leve, genuína e sem prejudicar ninguém é um grande alívio."




 

Desde que chegou à Unidos da Tijuca, a empresária se sentiu acolhida e recebeu apoio de toda a comunidade, o que reforçou a sensação de que estava exatamente no lugar certo. "Recebi o convite com o coração cheio de gratidão e com a consciência da responsabilidade que esse posto representa. A Unidos da Tijuca tem uma história linda e uma comunidade que vive o samba intensamente. Desde o primeiro dia fui acolhida com muito carinho pela presidência, pelos segmentos e por toda a escola."

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