A saída de MC Poze do Rodo do Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, nesta terça-feira (3), foi marcada por confusão, correria e forte presença de fãs. Desde as primeiras horas do dia, uma multidão se concentrou em frente à unidade prisional à espera da libertação do cantor, que havia sido preso no dia 29 por apologia ao tráfico.
O clima, inicialmente tranquilo, mudou com a chegada do também cantor Oruam, que subiu em um dos ônibus parados no trânsito nas proximidades do local. A movimentação causou tumulto, com pessoas subindo nos veículos e a Polícia Militar sendo acionada para controlar a situação. Gás de pimenta foi usado para dispersar a aglomeração.
O alvará de soltura de MC Poze foi recebido às 14h16, segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Pouco depois, às 14h30, ele deixou oficialmente a unidade prisional, caminhando pelas vias internas do complexo até entrar em um carro por volta das 14h50. Uma nova confusão aconteceu nesse momento, exigindo o uso de balas de borracha e mais gás de pimenta por parte da PM para conter o público.
Após deixar o local, Poze foi visto circulando pelas ruas de Bangu em um veículo com teto solar ao lado da esposa, Vivi Noronha. A presença do casal chamou ainda mais atenção dos fãs, que continuaram a acompanhar a movimentação.
Em liberdade, o cantor deve cumprir uma série de medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre elas estão: comparecimento periódico à Justiça, proibição de deixar o estado do Rio de Janeiro e impedimento de contato com investigados no processo e pessoas associadas à facção criminosa Comando Vermelho.
A decisão que garantiu a soltura foi assinada pelo desembargador Peterson Barroso Simão, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O magistrado reconheceu que havia indícios para justificar a investigação, mas ponderou que o material já apreendido seria suficiente para o andamento do inquérito. “Não há comprovação, por ora, de que ele estivesse com armamento, drogas ou algo ilícito em seu poder”, pontuou.