O salário mínimo em janeiro de 2026 foi reajustado para R$ 1.621, um aumento de R$ 103 em relação ao valor anterior.
Esse novo valor reflete a retomada da política de valorização permanente, combinando inflação e crescimento econômico.
Quanto foi o reajuste do salário mínimo nacional?
O novo salário mínimo nacional representa um aumento de 6,79% em relação aos R$ 1.518 vigentes até dezembro de 2025. O cálculo inclui 4,18% referentes à inflação acumulada no INPC e mais 2,5% de ganho real, como prevê a regra de valorização retomada em 2023. Esse modelo considera o crescimento do PIB e é limitado pelo novo arcabouço fiscal.
Com isso, trabalhadores que recebem apenas um salário mínimo terão uma diferença de R$ 103 por mês, o que impacta diretamente o consumo das famílias de baixa renda.
Segundo o DIEESE, esse reajuste movimentará cerca de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira, aquecendo o comércio e os serviços no início do ano.
O Rio Grande do Sul terá salário mínimo maior que o nacional
No Rio Grande do Sul, a Assembleia Legislativa aprovou reajustes específicos para o Piso Regional em duas etapas. Um primeiro aumento de 5,25%, sancionado por Eduardo Leite em dezembro de 2024, entrou em vigor em janeiro de 2025. Posteriormente, em junho de 2025, um novo reajuste de 8% foi aprovado e já está em vigência, elevando ainda mais os vencimentos de milhares de trabalhadores em diferentes faixas salariais.
A atualização regional contempla cinco categorias econômicas e beneficia entre 1,2 a 1,5 milhão de pessoas em todo o estado.
- Faixa I – R$ 1.789,04: Agricultura e pecuária
- Faixa II – R$ 1.830,23: Comércio e serviços
- Faixa III – R$ 1.871,75: Indústria
- Faixa IV – R$ 1.945,67: Servidores estaduais
Dica rápida: cargos especializados da Faixa V recebem R$ 2.267,21, o maior valor entre os pisos estaduais no país até agora.

Por que o reajuste causou debates entre sindicatos no RS?
Mesmo com o aumento de 5,25% aprovado em dezembro de 2024, centrais sindicais como o CPERS e a CUT-RS defendiam um reajuste maior, de até 9%, baseado na inflação acumulada entre fevereiro de 2023 e dezembro de 2024. A proposta original do governo estadual foi considerada insuficiente por alguns setores.
O projeto de 5,25%, porém, passou com 40 votos favoráveis e apenas 3 contrários, sinalizando apoio da base parlamentar ao texto original. Segundo o governo, o percentual adotado mantinha a sustentabilidade fiscal e oferecia ganho real, ainda que menor do que o solicitado pelas categorias.
Posteriormente, em junho de 2025, o governo estadual apresentou novo projeto de reajuste de 8%, que também foi aprovado pela Assembleia Legislativa e entrou em vigor no mesmo mês, respondendo parcialmente às reivindicações sindicais anteriores.
Curiosidades sobre os impactos do novo salário mínimo
O salário mínimo reajustado não afeta apenas trabalhadores formais. Ele também reajusta benefícios como aposentadorias, pensões e seguro-desemprego, alcançando cerca de 60 milhões de brasileiros direta ou indiretamente.
- Com o novo valor, quem ganha até um salário mínimo terá maior poder de compra. Esse ano, quem ganha até R$ 5.000 mensais fica isento do IRPF, uma expansão significativa da isenção que vai muito além do salário mínimo
- O reajuste aumenta também o valor da hora trabalhada, que passa de R$ 6,89 para R$ 7,37
- O novo salário vale para contratos em carteira assinada, domésticos e beneficiários do INSS
- Reajustes estaduais, como no RS, não influenciam no cálculo nacional
Atenção: trabalhadores informais continuam recebendo conforme acordos pessoais ou setor de atuação, mas o mínimo legal é referência para fiscalização trabalhista.
Qual a diferença entre salário mínimo nacional e piso regional?
O salário mínimo nacional é o valor definido pelo governo federal e serve como base legal em todo o território. Já o piso regional é definido por estados que adotam valores próprios, geralmente superiores ao mínimo federal, respeitando categorias e funções específicas.
Os estados que aplicam pisos regionais incluem Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Cada um determina faixas salariais conforme os setores da economia local. Empregadores precisam seguir o piso estadual sempre que ele for superior ao nacional.
Isso garante maior poder de compra a trabalhadores em estados com custo de vida mais alto.

