Filha de Gloria Pires estreia na TV como protagonista

Antonia Morais vive Lúcia, uma garota de programa sonhadora e apaixonada pelos Beatles; trama ambientada durante o regime militar é adaptação de texto de Rubem Fonseca

por Ana Clara Brant 19/11/2016 20:03

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Fotos:  Juliana Coutinho/GNT/DivulgaÇÃO
Fotos: Juliana Coutinho/GNT/DivulgaÇÃO (foto: Fotos: Juliana Coutinho/GNT/DivulgaÇÃO)
O Rio de Janeiro de 1969 é o pano de fundo de Lúcia McCartney, minissérie do GNT que estreia amanhã e tem como inspiração o conto homônimo* do escritor mineiro Rubem Fonseca. Após ter ido parar no cinema em 1971, no filme do diretor David Neves, a história da jovem prostituta que se apaixona por um cliente mais velho está de volta em oito episódios, que têm como protagonista Antonia Morais.

A atriz de 24 anos, filha de Gloria Pires, revela que não conhecia a história de Lúcia, mas, desde o começo, queria que o papel fosse seu. “Quando me chamaram para o teste, confesso que não sabia nada dela, até por ignorância mesmo. Mas não sei dizer o que me fez despertar para querer tanto fazer essa personagem. A minha intuição já dizia que era um papel maravilhoso e que seria uma obra de arte. Ao longo do tempo fui aprendendo mais sobre o universo dela e fiquei ainda mais fascinada”, revela Antonia, que chegou a ler o conto, ver o filme e a frequentar casas de prostituição no Rio.

Amante dos Beatles e, sobretudo, de Paul McCartney, Lúcia encontrou na rotina de garota de programa um modo de viver a vida e se divertir; entre a praia, as vitrines das lojas, as ondas do rádio, os discos de vinil e o seu diário. A jovem divide o apartamento onde atende com outras garotas de programa: Eleonor – mais velha e protetora, representada pela atriz Mariana Lima, que tem a vida revirada com a chegada surpresa de um filho. A outra é Marta – aventureira e guerrilheira, vivida por Mariah Rocha, que se envolve na luta contra a ditadura, influenciando o destino dos amigos.

O primeiro encontro entre Lúcia e o misterioso José Roberto (Eduardo Moscovis) ocorre durante uma visita à Casa das Zebrinhas, apartamento em Ipanema onde as moças moram e trabalham. Outros personagens marcantes fazem parte da trama. Júlia, interpretada por Alessandra Negrini, é a esposa de Felipe (Guilherme Weber), sócio de José Roberto.


SUBMUNDO CARIOCA

“Para poder render uma série, aprofundamos nos personagens do conto que é um dos mais interessantes do Rubem e criamos outros que se encaixavam perfeitamente nesse universo da literatura dele, do submundo carioca. Tentamos trazer toda a sua linguagem para a TV e acho que alcançamos o objetivo. Ficou um trabalho muito interessante”, destaca a codiretora Izabel Jaguaribe. Lúcia McCartney tem roteiro de Gustavo Bragança e de José Henrique Fonseca, filho do autor, que também dirige a produção.

*Jabuti
Lúcia McCartney é o terceiro livro de contos de Rubem Fonseca. A obra foi consagrada com o Prêmio Jabuti, o mais importante do Brasil, na categoria Contos/crônicas/novelas, em 1970.)

Lúcia McCartney
Estreia: sábado (19), às 23h
Episódios: oito, de segunda a quinta
Canal: GNT

Três perguntas para...

Izabel Jaguaribe
codiretora de Lúcia McCartney


Rubem Fonseca teve alguma interferência na produção da minssérie?

Sabe que, por curiosidade, é um reencontro meu com a obra do Rubem? Há mais de 20 anos, em 1993, cheguei a trabalhar na minissérie Agosto, da Globo, também do Rubem Fonseca, e foi muito bacana. O Zé, obviamente, tem um envolvimento e uma ligação muito maior com ele. O Rubem foi uma espécie de conselheiro e acredito que acabou tendo sim uma troca, mas nada de intromissão.

Como foi a reconstituição de época?

Toda a linguagem estética tem a ver com a época retratada, que é 1969. Fizemos uma releitura daquele período, porém com mais liberdade. E um dos pontos fortes é a trilha sonora. A gente fez uma triagem das principais músicas que estavam no auge naquele ano.

As séries nunca estiveram tão em alta, tanto nos EUA quanto no Brasil. Qual a influência dessas produções no seu trabalho?


Tanto os seriados quanto os filmes americanos me influenciam muito. Sou fanática por séries e vejo muita coisa. Acho que é uma linguagem maravilhosa. Foi muito bacana a TV ter aberto cada vez mais esse espaço e para todos os gêneros, assim como no cinema. A série tem um formato muito bom, rápido e tem a ver com o nosso ritmo de vida, como a novela tinha antigamente. Acho que por isso tem tantos fãs.

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