Os Paralamas do Sucesso fazem em BH show que é uma versão modificada da turnê dos 30 anos

'Tiramos algumas músicas, colocamos outras', diz Barone

por Mariana Peixoto 23/07/2016 07:00

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MAURÍCIO VALLADARES/DIVULGAÇÃO
(foto: MAURÍCIO VALLADARES/DIVULGAÇÃO)
Os Paralamas do Sucesso chegaram a um estágio em que se dão ao luxo de fazer o que querem. Seu mais recente trabalho de inéditas já tem sete anos (o disco Brasil afora). Desde então, fizeram vários lançamentos, muitos deles de registros ao vivo. O projeto mais ambicioso, lançado em 2015, que veio comemorar (com algum atraso) os 30 anos da banda, foi uma caixa com sua discografia completa, desde Cinema mudo (1983).

“A gente é dono de nossa própria obra. Como é um conjunto que temos a nosso favor, temos que usar isto com inteligência e maestria. Bons exemplos de artistas que souberam fazer isso foram Paul McCartney e Caetano Veloso”, comenta o baterista João Barone. Hoje, o site da banda apresenta um arquivo riquíssimo de sua trajetória, seja com relatos, vídeos, clipes. O material é atualizado constantemente, sem qualquer ar de mofo.

É neste embalo revisionista que os Paralamas chegam hoje a Belo Horizonte. Tocam no BH Hall (o antigo Chevrolet Hall) um show de hits de diferentes períodos. “Não estamos mais fazendo a turnê dos 30 anos, mas a linha mestra do show permanece. Mantivemos o cenário (telões com imagens da Lapa), tiramos algumas músicas, colocamos outras”, diz Barone.

A questão é simples: mesmo sem um material inédito, atualmente uma banda, seja de que idade for, tem que se manter na estrada. “A gente gosta de tocar, ainda que haja horas em que isso se torna um pouco dificultoso. Dependemos da estrada para a vida. Então estamos defendendo nossa trincheira e iremos em frente até quando tivermos disposição.”

DISPOSIÇÃO

Bem, e o que não se pode negar é a disposição. O trio Herbert, Bi e Barone é uma exceção no cenário da música pop brasileira. Da geração de bandas que surgiu nos anos 1980, os Paralamas são uma das poucas (se não a única) que manteve a formação. E, tirando o período do acidente de Herbert (2001), o grupo nunca parou. “Na verdade, a gente aumentou, já que temos o João Fera (teclados), Monteiro Júnior e Bidu Cordeiro (metais)”, diz, citando os instrumentistas que acompanham o trio há anos a perder de vista – há inclusive quem considere Fera o quarto paralama.

Mas Barone sabe que não pode ficar deitado em berço esplêndido para sempre. Já há algum tempo se fala de um novo álbum de inéditas. Havia uma conversa de que o lançamento seria em 2016. No entanto, o baterista prefere não fechar uma data. “Ainda não sabemos ao certo quando vamos gravar, o que posso dizer é que a data está mais perto do que nunca. Estamos empolgados, viemos, nos dois últimos anos, lapidando uma safra nova de canções.”

Há pelo menos uma dúzia delas. “O Herbert tem muita coisa na cartola e trabalha as músicas da maneira mais tranquila e orgânica possível. A questão é que a longevidade da carreira é uma consequência quase natural da maneira que trabalhamos. E, com o passar do tempo, esse processo fica um pouco mais seletivo. Na verdade, nunca tivemos essa urgência de lançar um disco. Vivemos a eterna peleja que é fazer música sem se repetir.”

PARALAMAS DO SUCESSO

Show hoje, às 22h, no BH Hall, Avenida Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro. Ingressos: R$ 40 (meia arquibancada, 1º lote) a R$ 560 (mesa para quatro pessoas). Informações: www.t4f.com.br

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