Festival Indie Rock Brasil apresenta diferentes gerações de bandas independentes

Reedição do evento coloca sete grupos nos palcos d'A Obra e d'A Autêntica

por Pedro Galvão 22/04/2016 08:00

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Caio Augusto Braga/Divulgação
Sem tocar desde 1997, o Killing Chainsaw, de Piracicaba, se reúne exclusivamente para o evento (foto: Caio Augusto Braga/Divulgação)
Os fãs de rock alternativo terão a oportunidade de fazer uma viagem sonora no tempo neste fim de semana. O destino são alguns festivais independentes que ocorreram em BH nas décadas de 1990 e 2000, como o BHRIF e o Indie Rock Brasil, que será reeditado, numa reunião de bandas daquela época com nomes mais recentes.

O embarque para o passeio musical, embalado por rifs de guitarra e letras em inglês, será na Obra e na Autêntica, nas noites de hoje e amanhã, respectivamente.

O ano era 2002. Alguns dos entusiastas da música independente da capital mineira organizavam a primeira edição do Indie Rock Brasil, no palco da Obra. Quatorze anos depois, o festival, que só teve uma outra edição no ano seguinte, está de volta. O motivo é o documentário Guitar days - Uma improvável história da música brasileira, do diretor paulista Caio Augusto, que foi financiado via crowdfunding.

Através de entrevistas, o filme pretende contar a história do gênero guitar e do rock independente no Brasil dos anos 1990 e 2000. A iniciativa prevê shows com algumas das bandas do doc. E foi assim que o Indie Rock Brasil renasceu.

“Tinha muita vontade de reeditar o Indie Rock Brasil, que foi um festival muito importante para a música independente, que é a minha paixão. A proposta do Guitar days foi a oportunidade perfeita para ele voltar”, conta Fernanda Azevedo, idealizadora das primeiras edições e novamente responsável pelo evento. Quem dá início à festa são as figuras mais novas entre as selecionadas. A banda belo-horizontina Young Lights, formada em 2013, sobe ao palco da Obra hoje, assim como o também belo-horizontino Jonathan Tadeu. A velha guarda estará representada pelos DJs Gordinho, ex-integrante da Pelvs, e Mancha, proprietário da Casa do Mancha (SP). Os dois participaram da primeira edição do festival.

Amanhã, a conexão entre presente e passado começa com as atuais Câmera, de BH, e Lava Divers, de Araguari. Formada no ano 2000 e presença na primeira edição do festival, o Valv, também de BH, é a interseção entre todas as gerações participantes.

“Estamos empolgados para esse show, ao lado de bandas novas que admiramos muito, como o Câmera e o Young Lights, e de outras mais antigas que sempre escutamos e tínhamos como referência, tipo o Second Come e o Killing Chainsaw”, diz o guitarrista Alessandro Travassos.

Entre os veteranos, o Killing Chainsaw, de Piracipacaba, retorna aos palcos exclusivamente para a turnê promovida pelo Guitar days. Inativa desde 1997, a  banda tocou em BH pela última vez em 1994, no festival BHRIF. “Hoje dá para dizer que somos um Killing 2.0, estamos mais maduros e mais experientes. Antes de ensaiar, não tínhamos ideia de como seria, mas está bem legal”, garante o guitarrista Rodrigo Guedes.

Também no time dos mais antigos, o Second Come, formada no Rio de Janeiro em 1989, completa a noite. Será o primeiro show deles em BH.

Festival Indie Rock
Brasil - Guitar Days

Sexta,  às 22hShows: Young Lights e Jonathan Tadeu
DJs: Gordinho e Mancha
A Obra – Rua Rio Grande do Norte, 1.168, Funcionários
Ingressos: R$ 30

Sábado, às 20h
Shows:Killing Chainsaw, Second Come, Câmera, Valv e Lava Divers
Djs Maurício Palhano e Cris Foxcat
A Autêntica – Rua Alagoas, 1.172, Funcionários
Ingressos: R$ 40

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