Sepultura vai gravar o décimo-quarto disco na Suécia

Banda veterana do metal nacional ainda não definiu título do novo trabalho, mas conta que será menor que o anterior

por Diário de Pernambuco 12/04/2016 15:02

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.

Sepultura / Divulgação
A formação atual do Sepultura conta com o norte-americano Derrick Green (voz), Andreas (guitarra), Paulo Jr. (baixo) e Eloy Casagrande (bateria) (foto: Sepultura / Divulgação )
O 14º álbum de estúdio do Sepultura será gravado na Suécia. A banda viaja ao país escandinavo no dia 23. Eles vão a Örebro, onde está o Fascination Street Studios, do renomado produtor Jens Bogren (trabalhou com Opeth, Kreator, Moonspell, Symphony X, Paradise Lost e Angra). As gravações acabam em maio. O álbum terá 10 músicas, incluindo uma instrumental, tendo como referência os antigos processos de composição e gravação do vinil. 

 

A referência ao vinil, diz Andreas, não tem nada a ver com influência dos anos 1980. Deve-se ao processo criativo que a limitação tecnológica impunha às bandas. “O vinil tinha limite. Pode ver os clássicos. O nossoArise tem nove músicas, o Masters of puppets (do Metallica), oito, o Reign in blood (Slayer) é um disco curto. Por que o Roots tem 16 músicas? Porque já foi CD”, diz. “A ideia é fazer disco pensando como vinil, com abertura de lado B. A gente tinha perdido isso. The number of the beast(Iron Maiden) é de abertura do lado b. Como Disposable heroes(Metallica). Escrever música pensando na abertura do lado B é diferente. É outra pegada, ajuda a compor”.

Em termos sonoros, embora evite dar pistas - “se começo a falar thrash metal, tem que dar referências de outras músicas…” -, o músico deixa escapulir detalhes ao comentar a fluidez da composição com o baterista Eloy Casagrande. “Ele tem ideias, possibilidades absurdas. A gente está fazendo coisas mais complicadas, quebra de tempo. Dá uma sensação estranha, mas está ficando muito bom”, adianta.

A banda não bateu o martelo quanto ao título do álbum. Certeza é que vai ser mais curto que o do anterior. “A gravadora pediu para escolher um nome curto, pelo amor de Deus”, brincou. Dentre as opções, uma daria à banda a possibilidade de “fazer ações interessantes, com parcerias, e tentar fazer um lançamento bem diferente”, segundo o músico. Com o novo álbum, Andreas espera que o Sepultura volte ao Recife, onde não toca desde dezembro de 2009. “O mais breve possível”, diz. O disco sai em outubro.

Formada em 1984, a formação original do Sepultura contava com os irmãos Max e Igor Cavalera na voz e na bateria, respectivamente. A discografia da banda passeia por diversos gêneros do metal como o thrash, até o auge da fama internacional com o lançamento de Roots, disco mais tribal, lançado em 1996. Em entrevista ao programa de Danilo Gentili, Max Cavalera confirmou que vai sair em turnê com o irmão tocando o disco na íntegra.

A formação atual do Sepultura conta com o norte-americano Derrick Green (voz), Andreas (guitarra), Paulo Jr. (baixo) e Eloy Casagrande (bateria). 

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE MÚSICA