Disco voador e menstruação: Ana Cláudia Lomelino traz a viagem de 'Mãeana' a BH

Vocalista do Tono embarca em jornada experimental ao lado do marido e colega de banda, Bem Gil

04/12/2015 15:04

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Ana Cláudia Lomelino é a figura matriarcal do Tono e, inevitavelmente, uma das mulheres que se destacam na produção carioca contemporânea. Com os colegas de banda, lançou Tono auge (2008), Tono (2010) e Aquário (2013), discos que representam com excelência a MPB imaginativa e desconstrutora exigida por ouvintes pós-todos-os-fenômenos-e-rótulos-possíveis. Em 2015, o grupo tirou tempo para outros voos, nem sempre solo. Bruno di Lullo mergulhou o baixo no álbum de sua Meia Banda, o baterista e vocalista Rafael Rocha debutou com Pirâmide e Ana Cláudia tornou-se Mãeana, unindo forças com o marido Bem Gil, que também responde pelas guitarras do Tono.

Divulgação
Com show na Benfeitoria, Mãeana lança clipe gravado no Vale do Jequitinhonha (foto: Divulgação)
O alterego vem de apelido dado por Di Lullo, durante uma das turnês da banda. Única artista mulher e "mãe" da banda, Ana versa em seu primeiro disco sobre o feminino, da menstruação ao útero, e sobre o esoterismo de discos voadores ou mantras. Canta inéditas de Adriana Calcanhotto e Caetano Veloso, um ídolo que virou fã.

 

Distante das inspirações mais terrenas do Tono, o projeto solo mantém-se próximo ao núcleo criativo do grupo carioca, com produção assinada pelos também membros Bem, Bruno e Domenico Lancellotti.

O show que a artista faz nesta sexta-feira, 4, em Belo Horizonte, lança o projeto de um clipe em série, dividido em capítulos no Youtube. Eu acredito em disco voador, produzido pelo coletivo TVCOCRIATIVA, foi gravado em Capivari, no Vale do Jequitinhonha. Narrado em cinco etapas, o vídeo conta a história de crianças abduzidas por um Ovni no interior mineiro.

 

 

De onde ela vem

Como de costume entre ditadores de tendência, o Tono tem público restrito e se expõe através de artistas com mais apelo popular, que acabam por espalhar o trabalho da banda em regravações e colaborações. É de Ana Cláudia, por exemplo, o vocal da primeira gravação de Como vês, que tornou-se o primeiro grande sucesso de Alice Caymmi depois de virar tema da minissérie Felizes para sempre? (Globo), no início do ano.

Não por acaso, membros do grupo trabalharam nos projetos de reinvenção de alguns brasões da música brasileira, como Gal Costa — a baiana usou os dons de Domenico Lancellotti como compositor em Estratosférica (2015) e o talento de Bruno di Lullo na versão ao vivo de Recanto (2012). No ano que vem, o Tono volta a estúdio e lança o quarto álbum da carreira.

 

Mãeana

Show de Ana Cláudia Lomelino na festa The Highway Party. Sexta-feira, 4 de dezembro, às 19h30 na Benfeitoria (Rua Sapucaí, 153 - Floresta). Ingressos a R$ 15. Mais informações pela página do evento no Facebook.

 

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