Do latim ao pop, cantora Bárbara Ohana lança EP 'Dreamers'

Ex-backing vocal de Gilberto Gil gravou com um time de feras e apresenta sonoridade influenciada por Radiohead,Madonna e David Bowie.

por Mariana Peixoto 23/03/2015 00:13

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Ariela Bueno/divulgação
(foto: Ariela Bueno/divulgação)
O que não falta a Bárbara Ohana é credencial. Sua carreira teve início como coralista, ela foi uma das Meninas Cantoras de Petrópolis. Do francês e latim das missas dominicais na infância, passou à adolescência dedicando-se ao inglês. Viveu em Nova Orleans, nos Estados Unidos, tanto que profissionalmente sua primeira incursão foi em bandas de jazz. De volta ao Brasil e vivendo no Rio de Janeiro, começou a cantar com Gilberto Gil e Jorge Mautner. Fez backing para os álbuns São João e Banda Larga, do baiano. E, sim, o sobrenome é aquele que você está pensando. A moça é sobrinha de Cláudia Ohana.
Pois chegou a hora de Bárbara, de 27 anos, tentar a própria sorte. Esta semana, ela vai lançar no YouTube e no Spotify o EP Dreamers, com sete faixas. Todas de autoria própria, cantadas em inglês. O lançamento virtual vem antecipar o disco físico que ela espera lançar assim que a carreira tomar fôlego.


Para esse trabalho, Bárbara continua bem acompanhada. Entre os músicos que participam do projeto, estão os produtores Apollo 9 e Adriano Sintra; Glenn Kotche, baterista do Wilco; e Jean Dolabella, ex-batera do Sepultura. Houve gravações em Nova York, Chicago (no estúdio The Loft, do Wilco), São Paulo, Miami e Rio de Janeiro.


Antes do lançamento do EP, Bárbara mandou para a rua, em setembro do ano passado, o primeiro single, Golden hours. O clipe, disponível do YouTube, foi dirigido por Daniel Rezende (montador de Cidade de Deus e dos dois Tropa de elite). Um mesmo casal e três maneiras diferentes de contar o mesmo drama amoroso aparecem na tela dividida.


 Carioca vivendo em São Paulo há dois anos, Bárbara transita no universo indie-pop com segurança. Vem preparando a estreia em disco desde então. Recentemente, fez curta temporada paulistana no Secreto, clube moderninho que a recebeu de nariz em pé. “A primeira semana foi difícil, na segunda, já estava mais cheio e, na quarta, (e última) não cabia de tanta gente”, relembra Bárbara.


As influências, Bárbara assume, vão de David Bowie – “minha referência desde sempre, pois ele fica entre o alternativo e o pop” – a Madonna, passando por cantoras contemporâneas como Annie Clark (St. Vincent, que se apresenta nesta quinta-feira no Chevrolet Hall) e Lana Del Rey. E ainda Radiohead, que ela interpreta nos shows com uma versão de Talk show host.

CLIMAS Com vocal por vezes etéreo, noutras mais grave, ela faz um pop de batidas quebradas e muitos sintetizadores. Na mesma canção, consegue criar diferentes climas. Golden hours tem início com peso no baixo, vocal denso. O refrão é mais lírico, tom bem diferente do segundo single, Ordinary piece, em que Bárbara canta quase aos sussurros. Like a minute é mais suave, enquanto (Memoire) Desert island é bem lenta, com acompanhamento de teclados e a bateria de Glenn Kotche.
Já com banda montada, Bárbara, que nos shows toca teclado ou piano, por ora tem lançamento marcado no Rio de Janeiro. As outras cidades virão, ela espera. E projetos também. Com Glenn Kotche e o baixista Darin Gray, do duo On Fillmore, aguarda um tempo para que os três se encontrem para projeto em formato de trio. E isso é só o começo.

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