Corais de BH encaram maratona de apresentações com as festas de fim do ano

Época de Natal é sinônimo de agenda apertada para os grupos da capital mineira; participantes de cantatas, shows e concertos ressaltam fascinação do público pelo repertório

por e Ana Clara Brant 14/12/2014 09:14

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Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Formado por amigos apaixonados por música, Camerata Lux reúne cantores de diversas profissões e idades dispostos a divulgar cultura e arte; grupo se apresenta neste domingo, 14, no Floresta (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Belo Horizonte tem cerca de 50 corais profissionais e amadores, informa o maestro Lindomar Gomes. Nesta época do ano, boa parte deles intensifica as atividades e recebe convites para se apresentar em igrejas, colégios, shoppings, teatros e praças. Tudo por conta do Natal.

“Dezembro é o mês de maior demanda para a maioria dos grupos. Além de apresentações convencionais, há muitos eventos corporativos. Surgem solicitações do interior e, sobretudo, da Grande BH. Nem dá para atender a todas”, assegura Lindomar, maestro do Coral Banda Cantos de Minas. O grupo reúne pessoas vindas das escolas de música do Palácio das Artes, Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Os artistas costumam usar adereços natalinos. No repertório, não faltam as tradicionais Noite feliz, Jingle bells, Boas festas ou Então é Natal, mas o regente garante: a cada ano, procura novidades. “Até porque a Banda Cantos de Minas é formada por 15 cantores e seis instrumentistas. Queremos inovar mostrando brasilidade e arranjos diferentes”, conta Lindomar Gomes.

Um dos grupos mais antigos de Belo Horizonte, o Ars Nova está completando 55 anos – 50 deles em parceria com a UFMG. Seu primeiro concerto natalino do ano foi realizado ontem, no Teatro Bradesco. Hoje, o grupo se apresenta na Igreja de São José. No programa, obras do compositor francês Antoine Brumel e do alemão Johann Sebastian Bach.

“É uma tradição do Ars Nova fazer essa apresentação natalina na Igreja de São José, mas como ela estava em reforma no ano passado, agora vamos retomar o programa. Aquele ambiente tem tudo a ver com esse concerto”, afirma a maestrina Iara Fricke Matte. “Felizmente, a cada ano BH tem oferta maior de grupos. É algo que não se via há algum tempo. Isso é extremamente positivo”, constata.

Além dos 22 coralistas do Ars Nova, o concerto contará com solistas e orquestra de câmara formada por 11 músicos especializados em instrumentos barrocos. O spalla Juliano Buosi confirma a agenda cheia, contando que já rodou o país desde 1º de dezembro. “É o encerramento de um ciclo, um momento de confraternização. As pessoas gostam de promover esse tipo de evento”, afirma.

Fascínio

O contratenor Diego D’ Almeida, de 29 anos, regente-assistente no Ars Nova, acredita que esta época do ano exerce fascínio especial sobre as pessoas. “As canções mexem com o emocional. Fora isso, tem muita gente de férias que procura atrações em praças, shoppings e teatros. Coral de Natal é tradição em qualquer lugar”, ressalta.

A soprano Emanuelle Cardoso, de 23, destaca o diferencial do repertório do grupo. “Cantamos peças mais contemporâneas e também as antigas. Apesar de não serem daquelas mais conhecidas, as pessoas gostam bastante. É outra proposta”, explica.

Camerata

A paixão pelo canto dos integrantes do Camerata Lux, um grupo amador, não é menor do que a de um coro profissional. No fim de ano, esse sentimento fica mais evidente – que o digam as cantoras Viviane Ribeiro, de 35, engenheira civil, e Vilma Vidigal, de 66, professora aposentada.

“Estou no coro desde fevereiro e agora participei da minha primeira apresentação. A reação do público é ótima, foi bem especial. Trabalho o dia todo e relaxo aqui. O Camerata tem gente de vários credos, classes sociais e gerações. Todos se respeitam”, salienta Viviane.

Vilma ressalta o entusiasmo da maestrina Luzia Antoniol e de seu marido, o preparador vocal Leonardo Viana. “Eles conseguem passar conhecimento, empolgação e amor à música que nunca vi em lugar algum. Não temos lei de incentivo ou patrocínio, mas conseguimos participar de vários festivais no Brasil. Se tivéssemos mais condições, poderíamos até cantar no exterior”, comenta.

O Camerata Lux foi criado em 1999 por amigos apreciadores de música. A ideia partiu de Luzia Antoniol, que destaca a diversidade do grupo. “Temos professores, engenheiros, universitários, médicos e músicos profissionais, gente dos 20 aos 70 anos. A integração é ótima”, diz.

O preparador vocal Leonardo Viana conta que muitas pessoas, ao ingressarem no coral, não tinham a menor ideia do que é um dó, mas surpreenderam os professores. “Estamos completando 15 anos. Tivemos coralistas que fizeram até carreira profissional, inclusive no exterior”, orgulha-se.

 

Confira agenda dos corais de Natal em Belo Horizonte:

 

» CAMERATA LUX
Domingo, 14 – Às 19h30, na Paróquia Nossa Senhora das Dores (Bairro Floresta). Entrada franca
Dia 18 – Às 19h, no Museu Inimá de Paula (Rua da Bahia, 1.201, Centro). Concerto com a Orquestra 415 de Música Antiga
Dia 19 – Às 19h30, no Centro de Cultura de Belo Horizonte (esquina de Avenida Augusto de Lima com Rua da Bahia, Centro)

» CANTOS DE MINAS
Dia 19 – Às 20h, na tenda coberta da Praça da Estação, em Ouro Preto
Dia 20 – Às 21h, em Lagoa Santa
Dia 21 – Às 16h, na Praça da Savassi, em BH

» ARS NOVA
Domingo, 14 – Às 20h30, na Igreja de São José (Avenida Afonso Pena, Centro). Pede-se doação de alimentos

» TRIO AMADEUS
Dia 16 – Às 18h30, no Museu Inimá de Paula (Rua da Bahia, 1.201, Centro)

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