'Sonic Highways': Foo Fighters faz disco grandioso e pouco inventivo

Para gravar o CD, a banda viajou por oito cidades diferentes dos EUA, trouxe convidados especiais e tentou captar os estilos locais

por Juliana Figueiredo 14/11/2014 15:31

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AFP PHOTO/Emmanuel DUNAND
Grupo gravou as faixas em oito cidades americanas (foto: AFP PHOTO/Emmanuel DUNAND )
Para tentar minimizar os danos do vazamento de 'Sonic highways', o aguardado novo álbum do Foo Fighters, a banda liberou a audição do disco na íntegra em vários sites no começo da semana. A grandiosidade do projeto - um disco conceitual que contém oito músicas, cada uma gravada em uma cidade diferente dos Estados Unidos: Chicago, Washington D.C., Nashville, Austin, Los Angeles, New Orleans, Seattle e Nova York - atiçou ainda mais a curiosidade que já é esperada a cada vez que sai um novo trabalho da banda norte-americana.

Entretanto, a viagem, que tinha tudo para renovar o som do grupo, se mostrou pouco produtiva em termos de qualidade. Longe de imprimir diferentes sonoridades, as participações especiais - entre elas, Preservation Hall Jazz Band e Joan Jett - se diluem em músicas que soam como o Foo Fighters de sempre: enérgico, mas exagerado. Os berros de Dave Grohl estão ainda mais rasgados e as canções ainda mais longas, em repetições de distorções e frases-título que não parecem ter fim.

Embora não comprometa a boa discografia da banda, 'Sonic highways' é um perfeito exemplo de uma banda que quer dar um passo maior que as pernas e entrar no rol do rock clássico a qualquer custo. Se grandes ambições fossem suficientes para se fazer grandes discos, o Foo Fighters certamente seria uma das maiores bandas de rock da história. Enquanto isso não acontece, é bom o grupo tentar conservar o título de “banda mais legal do rock” para se manter no topo. Disso, o Dave Grohl entende.

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