Circuito Banco do Brasil traz Linkin Park e Panic! At The Disco a BH

Festival abre sua temporada neste sábado, na Esplanada do Mineirão, e ainda conta com shows de Nação Zumbi e Titãs

por Mariana Peixoto 17/10/2014 07:30

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ETHAN MILLER/AFP
O Linkin Park de Mike Shinoda e Chester Bennington está entre os convidados do festival que rola neste sábado no Mineirão (foto: ETHAN MILLER/AFP)
É uma escalação um tanto heteroxa, para dizer o mínimo. Encabeçando a lista está o Linkin Park, uma das protagonistas da geração 2000 que, sucedendo o grunge, misturou o metal com o hip-hop e a eletrônica. Há também o Panic! At the Disco, grupo de pop punk que está prestes a completar sua primeira década de estrada fazendo uma música descompromissada, que bebe muito nos sintetizadores oitentistas. Completando o time, dois veteranos brasileiros. Os Titãs, dos anos 1980, e a Nação Zumbi, da década seguinte. Pois existem pelo menos dois bons motivos para assistir amanhã aos shows que marcam o início da temporada do Circuito Banco do Brasil, que até novembro vai passar por Brasília, São Paulo e Rio.


Circuito Banco do Brasil/Divulgação
Brendon Urie é vocalista do Panic!At the Disco, grupo que se apresenta às 20h50 (foto: Circuito Banco do Brasil/Divulgação)
Em sua segunda versão em terras mineiras, o festival vai ter como cenário a Esplanada do Mineirão. É um ganho e tanto, lembrando a confusa edição de 2013 no Mega Space – confusão no trânsito para entrar e sair, o que provocou atraso das próprias bandas, sem falar no som ruim e no aspecto um tanto disperso do evento. A outra é o momento atual das escaladas. À exceção do PATD, os três grupos lançaram, este ano, álbuns bem cotados, o que traz uma carga de ineditismo ao evento (as bandas gringas, por sinal, tocam em BH pela primeira vez).

O Linkin Park lançou em junho 'The hunting party', disco produzido pela própria banda que marca o retorno ao rock que determinou sua fase inicial (leia entrevista com o vocalista Chester Bennington abaixo). Já o PATD, em sua segunda vinda ao Brasil, traz na bagagem seu quarto álbum, 'Too weird to live, too rare to die!' (algo como 'Muito estranho para viver, muito incomum para morrer'). Lançado no ano passado, traz como referência Las Vegas, onde a banda foi formada.


Na sequência, os Titãs chegam com 'Nheengatu', sem dúvida alguma seu melhor trabalho neste século. Grande crônica político-social, as 14 faixas trazem vários dos temas que vêm ditando as manchetes do Brasil. A miséria que assola os grandes centros, com foco em São Paulo, QG do grupo, é descrita em 'Mensageiro da desgraça': “Vou vingar os meus irmãos/ Os que são queimados/ Enquanto dormem no chão”. 'República das bananas' e 'Chegada ao Brasil (Terra à vista)' apostam na ironia, 'Fala, Renata' centra fogo no palavrório inútil das redes sociais e 'Quem são os animais?' na homofobia.

Por fim, a Nação Zumbi traz agora seu novo trabalho, homônimo, para um público bem maior quando do show que fez no primeiro semestre em BH (num sábado de jogo do Brasil, em junho, para uma plateia ínfima no Chevrolet Hall). Melodioso, lírico e com letras contundentes, o trabalho produzido por Berna Ceppas e Kassin comprova por que deve-se ouvir o combo do Recife sem nostalgia. 'Nação Zumbi', o disco, chega após um hiato de sete anos sem um CD autoral. É para dançar e cantar junto músicas como 'Cicatriz', 'Bala perdida' e 'Pegando fogo'.

Três perguntas para...

Chester Bennington - vocalista do Linkin Park

 

The hunting party recebeu uma série de críticas positivas. Como foi a produção do álbum, com Mike Shinoda e Brad Delson como produtores?
Não houve um planejamento do tipo “vamos fazer um disco nós mesmos”. Começamos o processo da mesma maneira dos outros, gravando demos e tal. Quando já tínhamos algum material gravado, coisas mais voltadas para um pop alternativo, Mike achou que não estava legal. Ele acreditou que a banda poderia ir além, fazer melhor. Na verdade, o que ele queria era fazer um disco de rock, com guitarras incríveis e bateria insana. Uma vez que ele mostrou para a gente a direção que queria, entramos de cabeça.
 
E são as guitarras que realmente fazem essa direção, não? Inclusive com as participações, como as de Tom Morello e Page Hamilton...
A gente tem bastante guitarra nos nossos últimos três discos, mas ninguém reparou nisso. E aquilo é coisa do Mike, que escreveu todas as partes da guitarra. Nesse álbum, ele resolveu fazer diferente. Propôs um desafio ao Brad, até então um guitarrista que não estava interessado em brilhar com solos, mas sim tocar de uma maneira que servisse às músicas. Pois ele disse ao Brad para gravar as guitarras de maneira que fizesse garotos de 14 anos quererem ser tornar guitarristas. Uma vez que Brad foi desafiado, isso também aconteceu com todos os outros músicos da banda.

E no show, o que vai ter do disco novo?
Cada disco vai ser representado. Podem esperar Meteora, Hybrid theory, Minutes to midnight, Living things...De The hunting party temos tocado pelo menos cinco canções, como Wastelands, Guilty all the same, Until it’s gone. Não vemos a hora, ainda mais porque o Brasil é sempre memorável por causa do público. Vocês são realmente apaixonados, e não falo isso só em relação à música, mas à vida em geral. A reação da plateia é incrível, e acaba chegando até a gente.

 

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