O legado de Raul Seixas: relembre maiores sucessos do artista, morto há 25 anos

Cantor foi um dos ícones do rock nacional nos anos 1970 e 1980

por Diário de Pernambuco 21/08/2014 14:37

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Autor de algumas das faixas essenciais no rock nacional, maluco beleza segue encantando gerações (foto: Divulgação)
Há 25 anos, morria Raul Seixas. O maior ícone do rock 'n' roll nacional dava seu último suspiro sozinho, em seu apartamento, desiludido e abandonado. Triste fim para uma figura tão alegre como Raul. Em muitas de suas músicas, como 'Mosca na sopa', o cantor expunha nitidamente sua veia mais cômica. Inspirados nisso, o Viver reuniu algumas das melhores músicas do eterno maluco beleza, confira:

"Gita" (1974)
Maior clássico de Raul, tem a letra composta em parceria com Paulo Coelho, grande parceiro de Raul nos anos 1970. Em letra enigmática que lida com os vários mistérios da vida, Raul divulga como poucos a filosofia do mago ocultista Aleister Crowley, pregando o bem e o mal como sendo uma coisa só. O início, o fim e o meio.


"Ouro de tolo" (1973)
Letra irônica e politizada de Raul Seixas. Era uma grande sátira ao "milagre econômico" dos anos 1970, e ironizava o estilo de vida do brasileiro padrão. "Eu devia estar sorrindo e orgulhoso por ter finalmente vencido na vida, mas eu acho isso uma grande piada e um tanto quanto perigosa", canta Seixas.


"Mosca na sopa" (1973)
Clássico não tão lembrado do repertório de Raul, a música é um dos primeiros sons a misturar o rock com os ritmos tradicionais nordestinos, como xaxado e baião. Antes mesmo da turma do Manguebeat, Raulzito sabia misturar como ninguém.


"Metamorfose ambulante" (1973)
Ritmo lento, sons psicodélicos, letra contraditória. A música é talvez a mais memorável de Raul. Nela, ele versa sobre não manter as mesmas concepções sobre as coisas durante toda a vida. Afinal, é melhor ser uma metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.


"Sociedade alternativa" (1974)
Mais uma letra que remete aos ensinamentos de Aleister Crowley. Nela, Raul prega o desprendimento, propõe ao ouvinte não se limitar pelas convenções sociais. "Faze o que tu queres, há de ser tudo da lei".

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