Matanza se apresenta neste sábado em Belo Horizonte

Banda vai cantar repertório de seus sete discos de estúdio

por Walter Sebastião 25/07/2014 11:38

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Matanza/acervo
Matanza quer manter a coerência de seus 18 anos de estrada (foto: Matanza/acervo)
Eles adoram rock and roll alto, bem tocado, e cara de mau. Cultivam a arte da provocação, além de esbanjar humor e sarcasmo devidamente traduzidos nos nomes de seus discos – A arte do insulto e Odiosa natureza humana. É exatamente isso que faz da carioca Matanza uma das melhores e mais sólidas bandas nacionais. Amanhã, o grupo está de volta a BH.


O repertório do show traz músicas dos sete CDs, lançados entre 2001 e 2012. “Tem um pouco de tudo o que já fizemos, pois gostamos de todos os nossos discos”, explica o vocalista Jimmy London. A prova é Thunder dope (2012), a volta às origens, com canções de Terror em Dashville (1998), fita demo de estreia. “É uma autolambida neste momento em que somos velhos e chatos, lembrando o tempo em que éramos jovens e chatos”, brinca o cantor, com a verve de sempre.

DIFÍCIL Jimmy reconhece: o som do Matanza é difícil de definir. “Transitamos entre o rockão mesmo e o início do trash metal”, suspeita, relembrando os primórdios do rock, veloz e barulhento. Satisfeito, explica que a “masturbação musical” trouxe detalhes para o trabalho da banda, fazendo com que o Matanza seja diferente de tudo o que possa “parecer” uma definição do grupo.

Movendo tudo isso está a decisão dos músicos de fazerem o que querem, em vez de seguir tendências. “Tivemos de inventar uma maneira de traduzir o que desejamos”, explica Jimmy London, ressaltando que as músicas do Matanza surgem. “Elas não são produto de receita”, avisa. A ideia é criar algo relevante, pertinente, envolvente e com forma precisa, “mas sem refrão enrolação”.

“Matanza pode ser tosco e torto, mas tudo é feito do nosso jeito”, resume Jimmy. Ter bons instrumentistas ajuda. “Jonas é um grande baterista, filho de músico. China, um baixista talentoso e hábil. Maurício Nogueira, nossa guitarra no show ao vivo, tem estrada e conhece o instrumento”, elogia o vocalista. “O meu talento é ter cara de pau para subir no palco e ficar falando bobagem”, garante.

Criada em 1996 por Jimmy e Marco Domida – compositor da maioria das canções e desenhista das belas capas dos álbuns –, a banda se manteve coerente. Todos os discos têm os mesmos produtor (Rafael Ramos) e técnico de som (Jorge Guerreiro).

“Ao contrário do que falamos nas canções, somos cê-dê-efes. Levamos o trabalho a sério, mas não nos levamos a sério”, afirma Jimmy. Até janeiro, o grupo vai entrar em estúdio para gravar outro disco. “O desafio é continuar fazendo o que fazemos, sermos relevantes e não repetitivos”, conclui.

MATANZA

Music Hall, Avenida do Contorno, 3.239, Santa Efigênia, (31) 8307-9494. Sábado, a partir das 20h. Pista: R$ 45 e R$ 60 (último lote). Camarote: R$ 60, R$ 84 e R$ 120. Classificação: 16 anos.

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