Violinista Gladston Galliza faz apresentação no Conservatório da UFMG

Após passar 14 anos na Espanha, cantor e compositor retorna ao Brasil e toca na noite desta sexta-feira

por Ailton Magioli 08/11/2013 10:00

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Pedro Vilela/Divulgação
(foto: Pedro Vilela/Divulgação)
O único lugar em que a música brasileira não é bem recebida é no Brasil, constata Gladston Galliza, cantor, compositor e violonista. Ele está de volta ao país depois de viver 14 anos na Espanha. “A música brasileira é uma potência planetária”, diz o artista que faz show nesta sexta-feira, às 20h, no Conservatório UFMG, para marcar seu retorno ao Brasil. Acompanhado de César Costa (guitarra) e Serginho Silva (percussão), ele recebe ainda o pianista Flávio Henrique (que o acompanhará em duas canções). Apesar de privilegiar o repertório dos dois mais recentes discos – Íntimo, de 2010, em que canta em português e espanhol, e 'Alvorada', de 2011, apenas em português – Gladston Galliza mostrará composições dos sete discos já gravados, a maioria em Madri.


Com projeto de retornar a Belo Horizonte já há alguns anos, ele lembra que sua carreira musical começou aqui. Aos 16 anos cantava na noite. Aos 22, mudou-se para o Rio, onde morou por nove anos, até ir para Madri. “Sempre tive vontade de morar fora, conhecer novas culturas, enriquecer minha formação”, diz.

Na Espanha, ele garante, foram 14 anos de felicidade, mas “o desejo de voltar”, fez com que tomasse a decisão em junho passado. Com o projeto de um disco, a ser produzido por Flávio Henrique, inscrito na Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Gladston Galliza aproveita para cantar, além de compor. “Vivemos um momento interessante no Brasil”, acredita, confiante de poder dar sua contribuição ao país.

Carreira internacional

O simples fato de ser brasileiro, de acordo com Gladston Galliza, abre as portas para o artista no exterior. “Em Madri, ocorreu comigo desde a primeira noite em que saí. Bastou me apresentar como músico brasileiro, para que os cubanos, que tocavam na casa, me convidassem para a jam session”, recorda.

Venezuelanos, uruguaios, cubanos, além dos espanhóis, teriam aberto as portas para o brasileiro, que, de imediato, conheceu o poeta espanhol Daniel Lesmes, que se tornou seu grande parceiro naquele país. Aproximar os mundos lusófano e hispano, que têm muito em comum com o brasileiro, foi e continua sendo o projeto de Gladston, que detecta similaridade entre o candombe uruguaio e o maracatu, além da milonga argentina com o baião.

Sem pressa, o cantor e compositor diz que o show de hoje à noite é para dizer às pessoas que ele está de volta ao Brasil, depois de ter tido a oportunidade de viver na Espanha e de excursionar por seis vezes ao Japão (numa delas ao lado do renomado pianista uruguaio Hugo Fattoruso, além do percussionista japonês Tomoniro Yahiro).

O mais recente disco de Gladston Galliza, Alvorada, foi gravado ao lado da pianista japonesa Miyuki Onitake.

GLADSTON GALLIZA & BANDA – EM CASA
Show sexta-feira, às 20h. Conservatório UFMG, Avenida Afonso Pena, 1.534, Centro. Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Informações: (31) 3409-8300.

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