Fãs encontram várias maneiras de assistir a série

Tem gente que não larga a TV, outros compram DVD. Há quem baixe tudo no computador. O fato é que ninguém perde nenhum capítulo da série mais cobiçada dos últimos anos

por Mariana Peixoto 12/04/2015 06:00

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 Marcos Vieira/EM/D.A Press
Rodrigo Brasil curte cada capítulo de GoT: espera o lançamento em DVD, daí assiste à toda temporada (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)

Como, onde e quando assistir à quinta temporada de Game of thrones (GoT)? Essa é uma pergunta que tem bem mais de uma resposta. Fosse até alguns anos atrás, a questão seria respondida de maneira simples e direta: neste domingo, para assinantes da HBO, às 22h.


Com a banda larga e o video on demand, a possibilidade de cada telespectador fazer sua própria programação independentemente dos horários dos canais tornou-se uma realidade. É o que exemplificam quatro fãs da série ouvidos pelo Estado de Minas.

Estudante de comunicação, Gabriel Lomasso, de 21 anos, não tinha HBO em casa quando a série estreou, em 2011. Ele recorreu à pirataria para baixar as duas primeiras temporadas, assistindo ao episódio um dia depois, apenas, da exibição na TV. Ele admite que GoT foi um dos estímulos para que sua família assinasse, posteriormente, o canal. Dada a curiosidade, vai ficar hoje à noite em casa para assistir à estreia na TV.

Para não se perder no emaranhado de tramas depois de meses fora do ar, preparou ainda uma maratona com os melhores momentos da quarta temporada para relembrar tudo o que aconteceu. A experiência como telespectador da trama não termina assim que desliga a TV. “Acompanho séries 24 horas por dia na internet. Tanto que não ligo de ler spoilers”, diz.

Uma relação bem diferente do que a do produtor cultural Rodrigo Brasil, de 36. Ele é o que se chama de um cara da velha escola. Apresentado por um amigo ao universo de George R. R. Martin, não levou muito tempo para se dedicar à série. Mas assiste às temporadas de uma vez só, quando são lançadas em DVD. Ou seja, muito tempo depois de elas irem ao ar.

Atualmente, Rodrigo finaliza o terceiro ano para poder comprar o quarto. “Não tem problema ver depois de todo mundo. Não entro em fórum de discussão, não leio spoiler”, afirma ele, que assistiu a outras sagas (Lost, Os sopranos) da mesma maneira. Recentemente, ele assinou o site de streaming Netflix. Está assistindo pela primeira vez a séries que estão em andamento, como Bloodline e Better call Saul.

Tudo pelo computador

Marcos Vieira/EM/D.A Press
Aficcionado pela série, Gabriel Lomasso preparou um compilado dos melhores momentos da quarta temporada (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)


A produtora Fernanda Azevedo, de 39, é um caso extremo. Fanática por séries, assume que há seis anos abandonou o aparelho de televisão. Assiste a tudo pelo computador e não porque não tenha uma TV em casa. “Na verdade, na minha casa tem todos os canais, HBO inclusive. Mas me acostumei a ver pelo laptop. O que me interessa é o conteúdo, a imagem não tem problema.”

Ela tem acesso a inúmeras produções internacionais por meio do Catch, um aplicativo disponível para Macintosh que baixa, automaticamente, as séries selecionadas assim que os arquivos forem disponibilizados na internet. Ou seja, a cada nova manhã o computador de Fernanda disponibiliza novos episódios de suas séries preferidas. “Gosto muito de cultura pop, procuro assistir ao máximo de seriados possível, mas coloco numa janela pequena (do computador) enquanto trabalho. Consigo fazer os dois sem problema.”

Mas no caso de GoT, ela assume, deixa para assistir mais tarde, quando há um bom número de episódios. “Assisto mais para ter conversa com os amigos, pois acho a série extremamente entediante. Gosto muito de ação, então acho sensacionais as partes dos dragões, dos assassinatos. Mas até chegar lá é um parto”, admite.

O pneumologista Dácio Moreira, de 73, também não é um telespectador típico de produções de fantasia e ficção científica. Sua preferência são os policiais. Mas não deixa de assistir a Game of thrones. Do modo mais confortável, assume.

“Hoje, não há sentido em baixar a série, já que a exibição é simultânea (com os EUA)”, afirma. Assinante Net, ele gosta de gravar os episódios para assisti-los no dia seguinte. “É meio complicado guardar tanto personagens, então quando tenho alguma dúvida volto ao episódio anterior, já que no Now tem toda a série.” Agora, quando quer saber de algum spoiler, Moreira deixa de lado toda a tecnologia e recorre à mais antiga forma de comunicação: o bate-papo cara a cara. “Tem um representante de laboratório que leu todos os livros e sabe tudo da história. Ele que me conta o que vai acontecer”, diz.

>> VíDEO SOB DEMANDA
No Brasil desde o início desta década, o VoD (vídeo sob demanda) é uma espécie de locadora particular (que acabou matando as antigas videolocadoras). A ideia é simples: você assiste ao que quiser, na hora em que quiser. Funciona de diferentes maneiras:

Plataformas

>> Via banda larga – Produtoras de conteúdo criaram seus próprios aplicativos que permitem aos assinantes assistirem, na hora em que quiserem, a seus programas em computadores, smartphones, tablets etc. Entre os mais conhecidos estão a Netflix, Globosat Play e HBO Go.

>> Via TV paga – As operadoras de TV também têm suas plataformas agregadoras de conteúdo: NET Now, Sky On-line e GVT on Demand, entre outras.

Aparelhos

Devices utilizados para assistir aos conteúdos (da Netflix, HBO etc.) via internet: os media players Apple TV e Chromecast são os mais conhecidos. É também possível ver os mesmos conteúdos através dos videogames PlayStation, Xbox e Nintendo.

 

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