'Rolling Stone' é condenada por publicar falsa reportagem sobre estupro

Publicação norte-americana havia reconhecido o erro em texto que relatava estupro coletivo sofrido por uma jovem no campus da Universidade de Virgínia; investigação mostrou que o crime não ocorreu

por AFP 05/11/2016 15:32

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A revista americana Rolling Stone e uma de suas jornalistas foram declaradas culpadas, nesta sexta-feira, 4, por terem acusado erroneamente a Universidade de Virgínia de ocultar um estupro coletivo que na realidade nunca ocorreu.


Em novembro de 2014, a revista publicou um artigo titulado "Um estupro no campus", que contava a história de uma jovem estudante que denunciava ter sido vítima de um estupro coletivo no local de uma fraternidade de estudantes.


A autora do artigo, Sabrina Rubin Erdely, informava que a estudante havia contactado responsáveis da universidade, mas que estes não haviam investigado as acusações. A jornalista questionava sobretudo a vice-decana dos estudantes, Nicole Eramo.


Após a publicação do artigo, uma investigação interna na universidade e uma investigação policial não permitiram encontrar qualquer elemento que corroborasse as acusações.


Verificações do depoimento da jovem colocaram em evidência várias incoerências. Em abril de 2015, a Rolling Stone se retratou oficialmente.
A revista e a autora do artigo foram denunciadas por difamação por Nicole Eramo.


Na sexta-feira, um júri convocado pela corte federal do distrito oeste de Virgínia (leste) determinou a culpa das duas partes questionadas, assim como o caráter intencional para a maioria dos atos que incriminavam Eramo, segundo um veredito consultado pela AFP.


Os membros do júri deverão determinar a partir de segunda-feira, 7, o montante da indenização que os culpados deverão pagar a Eramo, que pede US$ 7,5 milhões.



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