'#broncadequê' discute as diferenças sob a ótica de um portador de síndrome de Down

Espetáculo chega à Belo Horizonte neste fim de semana, no Teatro Bradesco

08/04/2016 08:00

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Nana Moraes/Divulgação
Apresentações acontecem nesta sexta, 8, e sábado, 9 (foto: Nana Moraes/Divulgação)

Albert Einstein uma vez disse que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. E partindo desse pensamento e de uma sociedade que vive um momento de desconstrução de certos tabus, a peça #broncadequê chega a Belo Horizonte. Com apresentações marcadas para hoje e amanhã, o espetáculo coloca em discussão as diferenças da vida sob a ótica de um jovem portador de síndrome de Down. Para o diretor Ernesto Piccolo, a história conseguiu encontrar um tom jovem e bem-humorado para abordar um tema “que não é tão conversado hoje em dia”. “Encontramos uma maneira bem clara e jovem para falar sobre isso”, ressalta.


A origem da história é simples: Piccolo queria falar sobre jovens, mas procurava fugir do lugar-comum. Mesmo com um esboço construído, faltava uma abordagem que saísse dos clichês. “Sentia que faltava alguma coisa, algo diferente”, afirma o diretor, que tirou de seu sobrinho, o ator Pedro Baião, a inspiração para complementar a peça. “Tivemos, então, a ideia de chamar o Pedro para participar e o Rogério (Blat, autor da peça) adorou. Juntamos os atores e começamos a discutir os temas importantes.”

A peça trata, em seu geral, sobre a diferença. Narrando a vida de quatro amigos, Clara (Karina Ramil), Nicole (Lorena Comparato), Lupi (Darlan Cunha) e Jorge (Theo Nogueira), a peça os coloca de frente a Guilherme (Pedro Baião), um jovem portador de síndrome de Down. O vínculo de amizade entre os cinco se torna tão forte que logo eles saem para viver a juventude na capital carioca, com noites regadas a baladas, romances e diversão.

Busca pela liberdade “É a história de um personagem que tem uma deficiência mental, mas conta mais sobre jovens em busca da liberdade”, comenta Pedro, que acredita ser importante abordar o assunto nos dias de hoje. Diagnosticado com síndrome de Down, o ator se diz apaixonado pela profissão desde criança. “Eu comecei a fazer teatro mesmo em 2010, mas na escola eu já participava muito”, afirma. Ele ressalta que a peça tem um pouco de sua vida e espera que o público consiga se envolver e entender que as diferenças são comuns.

“É importante discutir isso com os jovens, para entender as coisas. A gente vai contando a história e abrindo a cabeça”, comenta Piccolo. “Tivemos grandes momentos na temporada no Rio de Janeiro, com pessoas que subiam no palco, após a apresentação, para elogiar e agradecer pelo trabalho. São cinco personagens que falam sobre as diferenças de todos”, completa.

E a expectativa para se apresentar em Belo Horizonte é grande. “Eu amo o público de BH. Acho que vamos ter uma reação muito boa”, finaliza Piccolo. Apresentações hoje, às 21h, e amanhã, às 19h, no Teatro Bradesco. As duas sessões contarão ainda com tradução em libras.

#BRONCADEQUÊ

De Rogério Blat. Direção: Ernesto Piccolo. Com Karina Ramil, Lorena Comparato, Pedro Baião, Darlan Cunha e Theo Nogueira. Teatro Bradesco, Rua da Bahia, 2.244, Lourdes, (31) 3516-1360. Hoje, 21h; amanhã, 19h. R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Clientes Bradesco tem 30% de desconto na compra de até dois ingressos. Vendas na bilheteria e pelo site ingresso.com.

 

por Gabriel Lomasso

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