Aos 71 anos, Salomão Teixeira de Souza reúne seus casos divertidos em livro de contos

Performático autor desfila por BH com ternos exóticos e costuma usar meio bigode

por Walter Sebastião 07/10/2014 07:30

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Miguel Aun/divulgação
O contista Salomão Teixeira de Souza e seu terno bicolor (foto: Miguel Aun/divulgação)
O livro 'Salomão, le bon mesmo!', de Salomão Teixeira de Souza, traz contos curtos – da conversa com um mosquito ao relato do dia em que o autor decidiu contar todas as formigas e peixes do mundo. Outro texto narra a conversa do autor com a rainha Elizabeth, durante uma festa no Palácio de Buckingham. “Ele gosta de criar situações engraçadas e únicas apenas pelo prazer de fazer graça. O humor permeou sua vida como menino, rapaz, marido e pai. Agora, já avô, sente enorme prazer em contar histórias para os netos”, diz Marília Salgado, editora do livro, que será lançado hoje à noite, no Museu Histórico Abílio Barreto.


Brincadeiras são mesmo a especialidade de Salomão Teixeira de Souza. Ele adora se vestir de forma exótica. Por seis meses, andou por BH usando meio bigode. Já foi a um casamento vestindo terno metade branco metade preto, com direito a sapatos diferentes, além de óculos com uma lente escura e a outra transparente. “É tudo verdade”, garante Marília, revelando ter confirmado todos esses fatos com a própria mulher do escritor. Salomão, aliás, mandou fazer um traje especial para receber os convidados esta noite.

Empresário do setor de alimentos, Salomão Teixeira, de 71 anos, gostou de colocar suas histórias no papel. Depois de escrever 'Salomão, le bon', ele decidiu lançar 'Salomão, le bon mesmo!' – ambos em edições independentes. Agora, pensa no terceiro volume. Ele não pôde conversar com a reportagem devido a um problema nas cordas vocais.

 “O que mais me chama a atenção nos textos de Salomão é o humor. Rio todas as vezes que leio um dos contos dele. Outra qualidade: são histórias boas de ler, acessíveis a todos, de crianças de 6 anos a adultos de 60”, diz Marília Salgado. Ela suspeita que os adolescentes vão adorar as estripulias de Salomão.

Ilustração “Com o seu humor, ele vai salvar vidas”, afirma o artista plástico Mello Menezes, que ilustrou 'Salomão, le bon mesmo!'. Os desenhos ficarão expostos no espaço do Museu Abílio Barreto onde ocorrerá a noite de autógrafos.

“Conheci o seu Salomão lendo o livro dele”, diz Mello Menezes, um dos ilustradores mais importantes do país, que está na ativa há mais de 50 anos. Outro designer ilustre participou do livro: o mineiro Guilherme Seabra, responsável pelo projeto gráfico.

“Expor os originais é muito bom, pois permite que as pessoas vejam como é a palavra interpretada pelo pintor”, afirma Mello Menezes. Ele explica que usou diversas técnicas com o objetivo de evitar a monotonia gráfica. “Pintando e desenhando, aprendi o desenho, a pintura da vida, e também a generosidade e beleza, que a vida pode ter, apesar dos pesares”, observa. “Sempre fui muito solto, muito livre, inclusive no modo de viver. Isso permite que o resultado do trabalho seja criação, sonho, fantasia”, resume.

O carioca Mello Menezes tem 76 anos e iniciou sua carreira ilustrando contos em revistas. Fã dos artistas gráficos Alex Raymond e John Prentice, ele admira a forma como os dois usam a luz, a sombra e a expressão corporal de acordo com a cena. O veterano elogia também Celso Barroso, Andre Le Blanc e Benício, desenhistas contemporâneos dele.


SALOMÃO, LE BON MESMO!
Livro de Salomão Teixeira de Souza. Lançamento nesta terça-feira, das 19h01 às 21h37. Museu Histórico Abílio Barreto, Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, (31) 3342-1268. Entrada franca.

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