Encontro Mundial de Artes Cênicas pode ter edição em BH

Criado originalmente na capital mineira, evento ocorre em São Paulo. Idealizador do projeto pretende trazer atividades para Minas ainda neste ano

por Carolina Braga 17/09/2013 07:40

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Osvaldo Piva/Divulgação
Guilherme Marques quer realizar uma edição do evento em BH (foto: Osvaldo Piva/Divulgação)
As dissonâncias e polifonias presentes tanto na tradição quanto na contemporaneidade são os temas que vão nortear o Encontro Mundial de Artes Cênicas este ano. O projeto, criado em Belo Horizonte, mas que desde 2012 desenvolve suas atividades em São Paulo, tem programação de seu fórum bienal dedicada à reflexão das artes cênicas, até o dia 21. Serão oferecidos espetáculos, quatro oficinas, um workshop e cinco palestras.


Depois da conferência do indiano Rustom Bharucha na noite de ontem, hoje será a vez do sociólogo brasileiro Laymert Garcia dos Santos, que vai falar sobre as temporalidades contemporâneas. Amanhã, o angolano José Eduardo Agualusa é convidado a compartilhar o que pensa sobre tradição e contemporaneidade. A programação de palestras contempla ainda participações do índio e ambientalista Kaká Werá, do poeta Ricardo Aleixo e do diretor teatral Fernando Mencarelli.

Sede própria

“Gostaríamos de falar de teatralidades, não necessariamente somente pessoas que fazem, mas que pensam o teatro. Então temos intelectuais de vários setores”, comenta Guilherme Marques, idealizador e diretor artístico do Ecum. A curadoria das atrações é dos pesquisadores e diretores Maria Thaís e Antonio Araújo.

Pela primeira vez em seus 15 anos de história o Ecum será realizado na própria sede, o Cit-Ecum. Inaugurado em fevereiro, o local tem se consolidado na agenda paulista como espaço diferenciado na programação de artes cênicas. Além do reconhecimento do público, o projeto recebeu uma indicação ao Prêmio Shell na categoria Especial.

De acordo com Guilherme Marques, a ideia é que ainda este ano uma edição do Ecum seja realizada em Belo Horizonte. “Estou empenhado para o evento continuar aí. Tenho reuniões agendadas com a secretária de cultura, Eliane Parreiras, e também na Fundação Municipal de Cultura. Estou contando com o apoio dessas instituições para fazer ainda em 2013”, diz.

SAIBA MAIS

O Ecum foi criado em Belo Horizonte, em 1998. Desde o início pautou sua programação na relação indissociável entre reflexão e prática criativa. Por ele passaram referências de alto quilate do teatro contemporâneo internacional, como Ariane Mnouchkine, Eugenio Barba e Yoshito Ohno. Por meio de workshops, conferências, demonstrações de trabalhos, exposições e espetáculos, o encontro internacional bienal tem sido a principal ação da Ecum ao longo de 15 anos.

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