'007 Contra Spectre' cumpre o que promete, com muita ação e aventura

Nova missão de James Bond agrada, mas perde para outras produções da franquia

por Carolina Braga 05/11/2015 08:00

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Sony Pictures/Divulgação
Filme estreia nesta quinta-feira, 05 (foto: Sony Pictures/Divulgação)
O ator Daniel Craig andou dizendo que prefere cortar os pulsos a ter que encarar o papel de James Bond novamente. A declaração, que obviamente causou polêmica, demonstra a sensatez do ator, que anunciou a aposentadoria do personagem durante a campanha de divulgação de 007 contra Spectre, quarto filme da franquia protagonizado por ele. Mais uma vez, cumpre bem a tarefa, mas já dá sinais de que é melhor parar por aqui.


Com direção de Sam Mendes, que também fez o ótimo 007 – Operação Skyfall, a nova aventura de Bond pode decepcionar quem espera o mesmo ritmo deste anterior. O roteiro é linear, com carga dramática quase nula e as bond girls interpretadas pela italiana Monica Belucci e a francesa Léa Seidoux são mulheres sedutoras – ou seja, nada de novo. Até o vilão Oberhauser (Christoph Waltz) é misterioso e introvertido demais.

 

 

 

DIVERSÃO

 

007 contra Spectre é a 24ª missão do personagem criado por Ian Fleming. É a produção mais cara da franquia, com orçamento de US$ 350 milhões, batendo o fracassado Quantum of Solace (2008), que custou US$ 250 milhões.

Na trama, enquanto Bond vai ao México investigar por conta própria os trágicos acontecimentos do longa anterior – entre eles a morte de M, personagem de Judi Dench –, o novo líder do serviço secreto britânico, também identificado como M e interpretado por Ralph Fiennes, tem problemas políticos pela frente. O que no início parece duas correntes distintas se conecta graças à rebeldia de 007. Bond nunca foi um sujeito controlável. Não será agora.

Mesmo sem o apoio do serviço secreto, Bond descobre a influência da organização terrorista chamada Spectre na execução de diversos crimes. Para desvendá-los, o agente com licença para matar vai à Itália, passando pela Áustria, Marrocos e Inglaterra.

Embora 007 contra Spectre seja um filme mais silencioso que os anteriores, as cenas de ação continuam honrando a série. Na primeira e ambiciosa sequência, Bond participa da Festa dos Mortos na Cidade do México. Daniel Craig costuma dizer que os longas de 007 não devem ser levados a sério. Por isso conseguem divertir. Tem perseguição no meio da multidão e atiradores em topos de prédios, mas o destaque é um helicóptero completamente descontrolado.

É um plano-sequência que antecede a abertura de 007 contra Spectre. Sim, os filmes do agente são como as novelas brasileiras, têm videoclipes de abertura. Desta vez, a música-tema é Writting´s on the wall, e ficou a cargo de Sam Smith.

No elenco de apoio, seguem dando suporte às “loucuras” do protagonista o nerd Q (Ben Whishaw, em mais uma boa participação na trama) e a secretária Moneypenny (Naomie Harris), aparentemente imune às investidas amorosas do agente secreto. Leá Seidoux, como a mocinha Madeleine Swann, se preocupa mais com “caras e bocas” sedutoras do que com nuances para sua personagem. Uma pena!

COTAÇÃO: BOM


EM TEMPO

Uma curiosidade de bastidores sobre o novo filme de James Bond está ligada ao celular. O agente secreto sempre foi adepto de carros velozes, armas potentes e outros itens tecnológicos. Desta vez, a Sony, produtora do longa, fez Daniel Craig usar o novo Xperia Z4. De acordo com as informações que vazaram naquele ataque aos e-mails dos executivos da indústria de cinema, o diretor Sam Mendes e Craig desprezaram o aparelho. Eles achavam que Bond usaria um equipamento melhor. O curioso é que o único celular que aparece em 007 contra Spectre é um daqueles bem tradicionais, ainda da era pré-touch.

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