Então, brilha! leva mais de 100 mil pessoas para as ruas do hipercentro da capital

Concentração para o desfile, que teve chuva de confete e purpurina, começou por volta das 6h da manhã de hoje. Cortejo encerrou seu desfile na Praça da Estação

Ainda não eram 7h da manhã quando o bloco carnavalesco Então, brilha! iniciou sua concentração na rua Guaicurus, zona boêmia da capital mineira. Nesse ano, o Brilha, além do seu tradicional rosa e dourado, apostou nas cores do arco-íris em homenagem à diversidade e à população LGBT. Uma bateria de 250 músicos, vestidos com roupas brilhante e coloridas, embalou uma multidão de ao som de clássicos do axé dos anos 90, músicas de filmes e desenhos animados e outros ritmos carnavalescos.

De acordo com os organizadores do bloco, são mais de 100 mil foliões dançando e cantando pelo hipercentro da capital debaixo de muito brilho, confete e serpentina. Durante o cortejo, que terminou na Praça da Estação, um helicóptero sobrevoou os foliões jogando pedacinhos de papel brilhante e purpurina levando os foliões à loucura. Uma bandeira gigante LGBT também foi aberta ao longo do desfile.

 

Por segurança, o mini-trio elétrico, o carro de som, a bateria e o corpo de baile foram protegidos por uma corda, exigência do Corpo de Bombeiros. Ao contrário da previsão meteorológica o sol atendeu ao chamado carnavalesco e deu o ar de sua graça. Um pouco mais tarde, quando o bloco já se aproximava da praça da estação, o tempo ficou um pouco nublado, dando um certo alívio para as milhares de pessoas que acompanhavam o cortejo sem se importar com o sol escaldante.

 

Para não se perder na multidão, o homem-aranha Carlos Júnior, apelou para uma plaquinha indicando sua localização. A mulher maravilha também apareceu fazendo pole dance em um poste. Até Cristo caiu na folia. O estudante de biologia Lucas Linhares chamava a atenção com sua fantasia de Jesus Cristo. È o terceiro ano em que ele segue o Então, brilha no sábado de Carnaval.

 

De casamento marcado para outubro, Denise Cardoso e Gustavo Leandro curtiam a festa e também vendiam cerveja para ajudar nas despesas da cerimônia. Vendedores ambulantes faziam a festa com seus carrinhos de bebidas, melzinho com cachaça e sacolé de caipirinha. Artesões também aproveitaram o embalo para vender enfeites carnavalescos para todos os gostos.

 

No comando da bateria estava Di Souza que também dividiu os vocais com Gustavito Amaral, um dos compositores do hino do bloco. Durante o percurso, eles pregaram respeito à diversidade e ressaltaram a importância da cultura negra para o Brasil e sua contribuição para o Carnaval. Também não faltou um grito de protesto contra o governo do presidente Michel Temer e muitas fantasias e faixas pedindo sua saída do cargo.




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