Gaviões da Fiel é destaque no 1º dia de desfiles em SP

Sabrina Sato, rainha de bateria da escola, atrasou e teve que entrar na avenida sem parte da fantasia

por Agência Estado 25/02/2017 08:21

Reprodução Facebook
Sabrina Sato, rainha de bateria (foto: Reprodução Facebook)
Com homenagem aos migrantes de São Paulo, o desfile da Gaviões da Fiel chamou a atenção por sua rainha de bateria, a artista Sabrina Sato, e, como de costume, pela ausência da cor verde, que remete ao rival Palmeiras.

Vestida de cangaceira, Sabrina atrasou alguns minutos para a concentração e chegou correndo para se posicionar. O primeiro carro alegórico apresentou bonecos gigantes com uma família de retirantes.

Participaram do desfile crianças e cadeirantes. Os integrantes da bateria se vestiram de cangaceiro e trouxeram imagens de xilogravura nos pandeiros e na percussão.

Destacaram-se fantasias com placas trazendo as palavras: esperança, sonhos, oportunidades e emprego. No samba-enredo, a letra falou em "garra de gavião", "mãos calejadas" e "dura realidade", para referir-se aos migrantes.

Foram distribuídas bandeiras da Gaviões da Fiel e muitos espectadores gritavam "Vai, Corinthians!" para incentivar a escola.

Acadêmicos do Tucuruvi

Os cerca de três mil integrantes da Acadêmicos do Tucuruvi entraram no Anhembi na madrugada deste sábado em uma exaltação à arte de rua. O enredo tem como tema "Eu sou a arte: meu palco é a rua", com garra e entusiasmo que contagiaram o público.

Da comissão de frente com uma bailarina, a um carro alegórico com homens seminus e outro com mulheres, o público vibrou com um que tinha palhaços, trapezista e crianças. No último, latas de spray com mulheres e paredes repletas de grafite.

Os últimos instantes da Tucuruvi na avenida, no entanto, foram de tensão. A escola quase não conseguiu cumprir o tempo de uma hora e cinco minutos de desfile e se livrou por segundos de ser penalizada.

 

Acadêmicos do Tatuapé

 

Atual vice-campeã do carnaval de São Paulo, a Acadêmicos do Tatuapé celebrou os povos da África na madrugada deste sábado no Anhembi. O enredo é intitulado "Mãe África conta a sua história: Do Berço Sagrado da Humanidade à Terra Abençoada do Grande Zimbabwe".

Um dos destaques foi o penúltimo carro alegórico da escola, com crianças e integrantes da velha guarda, que contagiou o público. O desfile durou uma hora e um minuto.

 

Tom Maior

 

A Tom Maior, primeira escola de samba a entrar na avenida na noite de ontem no Anhembi, passou por um sufoco na entrada do primeiro carro alegórico. No Carnaval deste ano, a Tom Maior homenageou a cantora Elba Ramalho. Com o rosto do Padre Cícero, o veículo não fez a manobra correta para sair da concentração e precisou dar ré quatro vezes, o que atrasou a escola. Na tentativa de resolver o problema, o carro ultrapassou a linha amarela, que limita o espaço do desfile.

A dificuldade mobilizou pelo menos 20 membros da escola. O público vibrou quando o problema foi resolvido, quase dez minutos depois. O tempo mínimo do desfile de cada escola é 55 minutos e o máximo, 65 minutos. A Tom Maior desfila com fantasias que fazem referências à religiosidade e às festas regionais, como o Maracatu. Nas roupas, predominam as cores da escola: amarelo, branco e vermelho.

 

Águia de Ouro

 

A Águia de Ouro, última escola a desfilar na passarela do samba no primeiro dia de carnaval de São Paulo, fez um desfile em homenagem à fidelidade dos animais. Cães famosos como Rin-Tin-Tin, Scooby Doo, Snoopy, Bidu, Dama e Vagabundo foram celebrados. Além dos caninos, tigres, girafas, passarinhos, golfinhos e elefantes tomaram conta da avenida. Os cães também apareceram na comissão de frente, que sambou com pelúcias nas mãos, como fantoches.

 

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE CARNAVAL