Nos bairros Santa Tereza, São Bento e Santa Lúcia a festa foi em família

Longe das grandes aglomerações, as crianças brincaram nas praças

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Euler Junior/EM/D.A Press
Sem a presença de muitos foliões, os pequenos tomaram conta da Praça Duque de Caxias ontem (foto: Euler Junior/EM/D.A Press)

Longe das grandes concentrações, o carnaval nos bairros foi marcado pela participação das famílias com crianças e pelo resgate das tradições. Neymar Jr, de camisa da Seleção, e um Messi mirim batalharam com seus jatos de espuma debaixo de uma chuva de confetes. A disputa não foi em campo, mas na Praça Duque de Caxias, em Santa Teresa, na Região Leste de BH, onde também estavam crianças mascaradas de Incrível Hulk, piratas, Super-Homem, Mulher Maravilha, fadinhas e outros personagens.

A invasão de crianças e dos seus pais se deu numa brecha inesperada das aglomerações de foliões que eram esperadas para o bairro boêmio. As restrições da Polícia Militar e do Ministério Público, que proibiram concentrações de blocos e folia depois das 19h, dispersaram a turma da batucada, decepcionando alguns, mas trazendo tranquilidade para a criançada aproveitar. Sem blocos, muitas pessoas se aglomeraram no espaço, mas não houve cenas de ruas lotadas e multidões se arrastando pelas vias estreitas, o que deve mudar hoje, com a programação que promete pelo menos quatro blocos oficiais no bairro.

Todos os acessos ao bairro estavam policiados com blitzes e fiscalização da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) contra ambulantes. Os sete blocos, previstos entre o meio-dia e as 14h simplesmente não concentraram foliões suficientes para desfilar. Com isso, quem chegava, se decepcionava e procurava saber onde o carnaval estava mais animado, como as primas Luísa e Júlia Pousas, de 18 e 17 anos, que vieram de Caratinga, no Vale do Rio Doce, e procuravam um agito maior. “Mais cedo fomos ao Centro, no bloco Então, Brilha!, na (Rua dos) Guaicurus, e estava muito animado. Já conhecemos muitos bairros de BH só seguindo os blocos. Mas aqui em Santa Teresa, onde todo mundo falou que fervia, não veio ninguém”, estranhou Luísa.

Enquanto isso, a meninada aproveitava para farrear no playground da praça. Trepavam nas pontes e escadinhas e deslizavam nos escorregadores. As mães, despreocupadas e sem ter de desviar das filas de foliões, aproveitavam até para banhar seus bebês e espantar o calor, como fez a enfermeira Camilla Lanna, de 28. Nos seus braços, a filha Malu aproveitou o jato de água gelada da fonte junto com a meninada. Mas sem desperdício, já que as mães faziam questão de ensinar aos filhos que a água tem de ser usada com sabedoria. “O carnaval aqui está uma tranquilidade danada. A gente pode trazer os filhos e nem se preocupa de eles se perderem ou de problemas com a multidão. Dá para ir em casa, trazer até os parentes mais idosos para se divertir”, disse Camilla.

MARCHINHAS

O ambiente familiar e o resgate da tradição das bandas de música e das marchinhas de carnaval marcou também o terceiro ano de realização do bloco De seu Bento a dona Lúcia, organizado pelo empresário Daniel Teixeira Eloi Santos e o amigo Denis Botelho. Ontem à tarde, o bloco reuniu mais de 1 mil pessoas, segundo cálculos da Polícia Militar, nas proximidades da Praça Arcângelo Maletta, no Bairro Santa Lúcia. “A gente concentra aqui, dá uma volta na região e depois volta. O objetivo é ficar por aqui, até porque tem muita criança. A ideia é essa mesmo, de ser mais familiar”, conta Daniel que, apesar das 400 confirmações pelas redes sociais, esperava de fato um público de 1 mil pessoas. A programação do bloco, seguindo os anos anteriores, inclui somente o sábado.

Amiga dos fundadores do bloco, a arquiteta Tatiana Ary participou da criação e lembra: “Foi um ano em que eles não viajaram. Estavam aqui sem fazer nada. Reuniram os amigos e falaram: ‘E agora?’. Como a maioria já tocava algum instrumento, tiveram a ideia de criar o bloco”. Hoje, os foliões, em sua maioria moradores da região, comemoram a opção animada e ao mesmo tempo tranquila para saudar Momo.

O casal Juliana Rocha e Telmo Oliveira não tinha o costume de passar o carnaval em Belo Horizonte. Hábito que acabou mudando com a chegada dos filhos, João, de 5 anos, e Laura, de 2. Ontem procuravam o local mais adequado para levar as crianças e gostaram do clima do De seu Bento à dona Lúcia. “É divertido e agrega a família. Antes era aquilo de o último que sair da cidade apaga a luz... Agora existe opção para quem não tem condições de sair”, pondera Juliana.

EU, FOLIÃO
. Marcelo Murta
Distante do país para um doutorado, em Lisboa, Portugal, Marcelo Murta, o Marcelinho, marcou presença no bloco De seu Bento a dona Lúcia, ontem, no Bairro Santa Lúcia, graças a um autêntico boneco confeccionado pela família. Ao lado de irmãs, cunhado, sobrinhos, amigos da família e muito mais, pode-se dizer que Marcelinho, vestindo roupa com os dizeres “Tô fora, mas tô dentro”, aproveitou a festa. “Ele é amigo de todos. Está aqui todos os anos e agora vai até tocar no bloco”, brincou a irmã, Marina Murta, que não se separava da figura do irmão. (Paula Carolina)

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