Terça-feira é de folia em Belo Horizonte; blocos se destacam com ritmo e animação

Baque de Mina e Bloco da Esquina são destaques nas ruas da capital

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Cristina Horta/EM/D.A Press
Bloco Baque de Mina, no Centro de BH (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)
Com a mesma animação dos últimos três dias, Belo Horizonte teve mais um dia de folia nesta terça-feira, com o desfile de mais de 10 blocos pelas ruas da cidade. Às 10h, o Bloco da Esquina se reuniu e começou a embalar as ruas do Bairro Santa Tereza com uma homenagem à cena musical que despontou no fim da década de 60 com Milton Nascimento e os irmãos Borges. O cortejo só começou às 14h, com cerca de 600 pessoas e seguiu até a Praça do Cardoso. “A ideia é manter. É tudo na raça. A gente banca os ensaios para colocar o bloco na rua”, conta Marcela Nunes, de 27 anos, uma das organizadoras do grupo, criado no ano passado.

 

Veja imagens do Carnaval de BH nesta terça

 

 

No centro, o destaque foi o bloco Baque de Mina, que tem apenas mulheres nos tambores. O grupo se reuniu na Rua da Bahia com Álvares Cabral e subiu até a Praça da Liberdade, ao som do maracatu. Segundo uma das 35 integrantes, Nathália Muguet, de 23 anos, o desfile é uma busca pelo tradicional. “É uma matriz mais africana. Trazemos cantigas sobre o negro, o trabalho no campo. Queremos mostrar a cultura nordestina, que há mais ritmos que o samba no carnaval”.

Turistas


Além do público local, o carnaval de BH trouxe turistas de fora do estado, atraídos pela manifestação cultural que ressurgiu nos últimos anos. Como a assistente social Patrícia Matta, de 54 anos, que fugiu da multidão e do axé de Salvador.“Lá é muita confusão e violência. Vim buscar um carnaval mais antigo, com marchinhas”, conta, planejando voltar no ano que vem com a filha de 16 anos que também aprovou a folia em BH. Já a fonoaudióloga Lúcia Luz, de 54 anos, deixou Vitória (ES) para pular ao som da MPB com a irmã. “É um resgate. Podemos ir para rua sem medo de ser feliz”.



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