{"id":118382,"date":"2026-03-24T13:40:00","date_gmt":"2026-03-24T16:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.uai.com.br\/uainoticias\/?p=118382"},"modified":"2026-03-24T12:03:00","modified_gmt":"2026-03-24T15:03:00","slug":"ele-tem-99-anos-perdeu-a-visao-aos-80-mas-continua-trabalhando-com-frutas-na-patagonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.uai.com.br\/uainoticias\/2026\/03\/24\/ele-tem-99-anos-perdeu-a-visao-aos-80-mas-continua-trabalhando-com-frutas-na-patagonia\/","title":{"rendered":"Ele tem 99 anos, perdeu a vis\u00e3o aos 80, mas continua trabalhando com frutas na Patag\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<p>Aos 99 anos e cego h\u00e1 quase duas d\u00e9cadas, Julio Diez caminha sozinho os poucos metros que separam sua casa do galp\u00e3o onde a fam\u00edlia prepara as frutas que produz na Patag\u00f4nia argentina. Em sil\u00eancio, ou com um tango ao fundo, ele pega peras e ma\u00e7\u00e3s de um caixote, limpa cada uma com um pano e as transfere para outro. Lustra fruta por fruta, sem enxergar nenhuma delas. Sua hist\u00f3ria \u00e9 mais do que um retrato de perseveran\u00e7a individual: \u00e9 a s\u00edntese de uma cultura de trabalho que atravessa quase um s\u00e9culo na fruticultura do Alto Valle.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quem \u00e9 Julio Diez e como come\u00e7ou sua vida na fruticultura?<\/h2>\n\n\n\n<p>Julio nasceu em 1926 em General Roca, prov\u00edncia de R\u00edo Negro, a mesma cidade onde vive at\u00e9 hoje. Seu pai, Narciso, havia emigrado de Le\u00f3n, na Espanha, em 1912. Como tantos imigrantes da \u00e9poca, come\u00e7ou como pe\u00e3o rural e, por volta de 1920, conseguiu comprar um terreno de dois hectares e meio quando o governo loteava terras para povoar a regi\u00e3o patag\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>Comprar a terra era apenas o come\u00e7o. N\u00e3o havia nada pronto: era preciso desmatar, nivelar o solo, cercar e construir os canais de irriga\u00e7\u00e3o. Narciso participou inclusive da constru\u00e7\u00e3o do Canal Grande, obra fundamental do sistema de irriga\u00e7\u00e3o que transformou aquele territ\u00f3rio \u00e1rido em uma das principais regi\u00f5es produtivas da Argentina. A fam\u00edlia <a href=\"https:\/\/www.uai.com.br\/uainoticias\/2026\/03\/13\/nem-geladeira-nem-fruteira-cheia-demais-onde-guardar-suas-frutas-corretamente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">come\u00e7ou cultivando<\/a> uvas e produzindo vinho caseiro, enquanto a m\u00e3e de Julio percorria a cidade vendendo verduras de carro\u00e7a.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"571\" src=\"https:\/\/www.uai.com.br\/uainoticias\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/creation_2643060778-1024x571.jpg\" alt=\"Ele tem 99 anos, perdeu a vis\u00e3o aos 80, mas continua trabalhando com frutas na Patag\u00f4nia\" class=\"wp-image-118416\" srcset=\"https:\/\/www.uai.com.br\/uainoticias\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/creation_2643060778-1024x571.jpg 1024w, https:\/\/www.uai.com.br\/uainoticias\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/creation_2643060778-300x167.jpg 300w, https:\/\/www.uai.com.br\/uainoticias\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/creation_2643060778-768x428.jpg 768w, https:\/\/www.uai.com.br\/uainoticias\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/creation_2643060778-750x418.jpg 750w, https:\/\/www.uai.com.br\/uainoticias\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/creation_2643060778-1140x636.jpg 1140w, https:\/\/www.uai.com.br\/uainoticias\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/creation_2643060778.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Por volta de 1950, o pre\u00e7o da uva come\u00e7ou a cair enquanto a fruticultura j\u00e1 se consolidava como motor econ\u00f4mico do Alto Valle<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a fam\u00edlia Diez migrou da uva para a fruticultura na Patag\u00f4nia?<\/h2>\n\n\n\n<p>Por volta de 1950, o pre\u00e7o da uva come\u00e7ou a cair enquanto a fruticultura j\u00e1 se consolidava como motor econ\u00f4mico do Alto Valle. A fam\u00edlia precisou se adaptar. Primeiro plantaram algumas pereiras atr\u00e1s da casa, depois macieiras. Durante um tempo, os dois sistemas conviveram, at\u00e9 que as geadas tardias e a queda de rentabilidade selaram o fim definitivo das vinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1946, a fam\u00edlia havia comprado uma chacra de 20 hectares em General Roca, novamente sem nada plantado. Julio, seu pai e seu irm\u00e3o fizeram tudo do zero: nivelaram a terra e colocaram a propriedade para produzir. Essa trajet\u00f3ria acompanhou a transforma\u00e7\u00e3o produtiva de toda a regi\u00e3o patag\u00f4nica, que se tornaria refer\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de peras e ma\u00e7\u00e3s para o mercado argentino e internacional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que mant\u00e9m Julio trabalhando aos 99 anos mesmo sem enxergar?<\/h2>\n\n\n\n<p>Julio perdeu a vis\u00e3o por glaucoma quando tinha cerca de 80 anos. Mesmo assim, nunca parou. Durante um tempo, chegou a dirigir trator guiado pelas instru\u00e7\u00f5es do filho. Hoje, encontrou sua pr\u00f3pria forma de continuar sendo \u00fatil: lustra cada fruta manualmente no galp\u00e3o da fam\u00edlia, sentindo com as m\u00e3os se h\u00e1 terra ou imperfei\u00e7\u00f5es na casca.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando perguntado sobre por que n\u00e3o descansa, a resposta \u00e9 direta: &#8220;Canso de ficar sentado, me sinto melhor trabalhando&#8221;. Essa postura n\u00e3o \u00e9 novidade na fam\u00edlia. Seu pr\u00f3prio pai sofreu um AVC que o deixou hemipl\u00e9gico e, mesmo assim, continuava podando as videiras com a m\u00e3o que n\u00e3o estava paralisada. Para os Diez, trabalhar nunca foi apenas obriga\u00e7\u00e3o, mas um modo de existir. Alguns valores que definem essa cultura familiar incluem:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O trabalho como rotina inegoci\u00e1vel, praticado desde a inf\u00e2ncia sem distin\u00e7\u00e3o entre dias \u00fateis e fins de semana.<\/li>\n\n\n\n<li>A autossufici\u00eancia como princ\u00edpio, com a fam\u00edlia produzindo seus pr\u00f3prios alimentos e dependendo de poucos recursos externos.<\/li>\n\n\n\n<li>A adapta\u00e7\u00e3o constante \u00e0s mudan\u00e7as do mercado, migrando da uva para a fruticultura quando as condi\u00e7\u00f5es exigiram.<\/li>\n\n\n\n<li>A transmiss\u00e3o de valores entre gera\u00e7\u00f5es, com cada filho aprendendo o of\u00edcio diretamente na terra.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"571\" src=\"https:\/\/www.uai.com.br\/uainoticias\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/creation_2643060223-1024x571.jpg\" alt=\"Ele tem 99 anos, perdeu a vis\u00e3o aos 80, mas continua trabalhando com frutas na Patag\u00f4nia\" class=\"wp-image-118415\" srcset=\"https:\/\/www.uai.com.br\/uainoticias\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/creation_2643060223-1024x571.jpg 1024w, https:\/\/www.uai.com.br\/uainoticias\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/creation_2643060223-300x167.jpg 300w, https:\/\/www.uai.com.br\/uainoticias\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/creation_2643060223-768x428.jpg 768w, https:\/\/www.uai.com.br\/uainoticias\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/creation_2643060223-750x418.jpg 750w, https:\/\/www.uai.com.br\/uainoticias\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/creation_2643060223-1140x636.jpg 1140w, https:\/\/www.uai.com.br\/uainoticias\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/creation_2643060223.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Por volta de 1950, o pre\u00e7o da uva come\u00e7ou a cair enquanto a fruticultura j\u00e1 se consolidava como motor econ\u00f4mico do Alto Valle<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a tradi\u00e7\u00e3o continua nas novas gera\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia Diez?<\/h2>\n\n\n\n<p>Hoje, o filho Daniel e os netos Mat\u00edas e Julio levam adiante a chacra &#8220;Frutos de Diez&#8221;. Em aproximadamente 3,8 hectares produtivos, cultivam peras, ma\u00e7\u00e3s e p\u00eassegos para o mercado local. Fazem tudo: poda, raleio e colheita. A propriedade que come\u00e7ou como terreno vazio h\u00e1 quase um s\u00e9culo agora sustenta a quarta gera\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia que nunca abandonou a fruticultura da Patag\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Julio \u00e9, em si mesmo, uma ponte entre o passado e o futuro dessa tradi\u00e7\u00e3o. Nasceu quando a regi\u00e3o ainda vivia da uva e do vinho caseiro, atravessou a transforma\u00e7\u00e3o produtiva do Alto Valle e hoje, sem enxergar, continua presente no galp\u00e3o onde as frutas da fam\u00edlia s\u00e3o preparadas. &#8220;Se eu pudesse ver, estaria trabalhando em tudo&#8221;, diz. E completa: &#8220;Gosto de sentir os cheiros da chacra, principalmente quando h\u00e1 flores&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 99 anos, com um bast\u00e3o improvisado numa m\u00e3o e um pano na outra, Julio Diez segue caminhando at\u00e9 o galp\u00e3o todos os dias. N\u00e3o por obriga\u00e7\u00e3o nem por necessidade financeira, mas porque, para ele, trabalhar com a terra e com as frutas \u00e9 a forma mais natural de estar vivo. Sua hist\u00f3ria \u00e9 um testemunho silencioso de que, em algumas fam\u00edlias da Patag\u00f4nia, a cultura do trabalho n\u00e3o se ensina apenas com palavras: se transmite com o exemplo de quem nunca parou.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos 99 anos e cego h\u00e1 quase duas d\u00e9cadas, Julio Diez caminha sozinho os poucos metros que separam sua casa do galp\u00e3o onde a fam\u00edlia prepara as frutas que produz na Patag\u00f4nia argentina. 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